Com o final do ano chegando, tornou-se comum a realização de campanhas pelos fornecedores para a negociação de dívidas com seus clientes. E, com a retirada de seus dados de cadastros de inadimplentes e livre do pesadelo de ter o nome sujo, o consumidor se pergunta: e agora? Ou, pelo menos deveria se perguntar!

Ter alguma restrição de crédito é, sem dúvida nenhuma, um pesadelo para muitos e traz resultados desagradáveis que podem repercutir na vida profissional e pessoal de cada um de nós. É preciso lembrar que ficar inadimplente pode acontecer com qualquer pessoa, e por vários fatores, como um desemprego ou uma doença na família.

No entanto, não podemos esquecer que no momento em que ocorre a regularização é preciso ter cautela, especialmente em épocas de crise como esta que estamos vivendo.

E ainda assim não são raras as ofertas de parcelamentos a perder de vista e sem juros, e a possibilidade de compra com pagamento da entrada ‘somente para 2020‘. O assédio é constante e as ofertas tentadoras.

E o Código de Defesa do Consumidor traz algumas regras que nem sempre são respeitadas pelo comércio ou, pelo menos, da forma como deveriam. Na oferta de um produto com pagamento em parcelas, por exemplo, é dever do vendedor informar ao consumidor o preço do produto à vista e a prazo, o número total das prestações a pagar, os juros que serão pagos pelo financiamento e ainda os encargos em caso de atraso.

Essas informações garantem uma melhor escolha, pois permitem ao consumidor avaliar se realmente vale a pena pagar tanto juro por aquela compra.

Além disso, a informação tem que ser dada de maneira clara, não podendo haver destaque somente ao valor da prestação, que normalmente vem em letras garrafais com o objetivo de iludir o consumidor.

Ao consumidor, além de ficar de olho e exigir que as informações sejam prestadas, cabe refletir antes de comprar. E, para esta reflexão, duas perguntas são fundamentais: Eu preciso? Eu posso? Pois ficar devendo é dor de cabeça na certa!