O capiau vai a uma estação ferroviária para comprar um bilhete.
— Quero uma passagem para o Esbui — solicita ao atendente.
— Não entendi, o senhor pode repetir?
— Quero uma passagem para o Esbui!
— Sinto muito, senhor, não temos passagem para o Esbui.
Aborrecido, o caipira afasta-se do guichê, aproxima-se do amigo que o estava aguardando e lamenta:
— Olha Esbui, o homem falou que pra você não tem passagem, não!
***
Presente de Deus
Quando Deus criou Adão e Eva disse aos dois:
— Só tenho dois presentes para vocês:
Um é a arte de fazer xixi em pé e…
— Eu! Eu! Eu! Eu quero, por favor…
Senhor, por favor, por favor, sim?
— interrompeu Adão.
— Me facilitaria muito a vida! Por favor, por favor!
Eva concordou e disse que essas coisas não tinham importância para ela. E Deus presenteou Adão.
Adão gritava de alegria, corria pelo jardim do Éden, fazia xixi em todas as árvores, corria pela praia fazendo desenhos com seu xixi na areia. Deus e Eva contemplavam ao homem louco de felicidade, até que Eva pergunta à Deus:
— E qual é o outro presente?
Deus respondeu:
— Cérebro!
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Nem reparou
No ônibus, a namorada diz ao namorado:
— Não estou gostando de ver você paquerando aquela loura que está ali no banco da frente!
— Quem? — pergunta ele. — Aquela gata, de minissaia verde, blusa marrom, meias pretas e casaco de camurça?
— É essa mesma!
— Besteira, amor! Eu nem tinha reparado nela…
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Voz grossa
Certo dia estavam reunidos o pai, a mãe e o filhinho assistindo TV. O filho olha para mãe e diz todo delicadamente.
— Maãe! Bota meu café.
O pai todo angustiado por ter um filho delicado diz:
— Vá para o banheiro e fique de frente para espelho dizendo bem alto até engrossar a voz: ‘Bota um café‘!
O filho foi todo triste para o banheiro e ficou duas horas em frete ao espelho repetindo repetindo a frase, até que conseguiu engrossar a voz.
Chegando na sala de sua casa ele diz em voz grossa:
— Bota um café aí maaaaaaãe!
O pai todo alegre diz:
— Filho vamos no bar provar que você é macho.
E lá se foram os dois. No bar repleto de homens da vizinhança o filho bate no balcão e diz em voz alta:
— Bota um café aí, garçom!
O garçom todo assustado pergunta:
— Com açúcar ou adoçante?
O filhinho responde todo delicado:
— Aí gente, eu não treinei isso!
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Jovem ginecologista
Um jovem ginecologista, recém-formado, atende uma garota de fechar o comércio. Ele pede para ela se despir, mas abandona a ética profissional imediatamente quando a vê nua sobre a cama ginecológica. Não resiste e passa a mão sobre aquela pele lisa e sensual.
— Você entende o que estou fazendo?
A moça responde:
— O senhor está fazendo um teste dermatológico?
— Exatamente, diz o médico.
Depois ele acaricia aqueles seios duros e empinados.
E novamente pergunta:
— Você entende o que estou fazendo?
— O senhor está verificando se eu tenho algum tumor no seio?
O médico mente mais uma vez:
— Exato!
Não resistindo, vendo aquelas pernas abertas, ele abaixa as calças e…
— E agora, você entende o que estou fazendo?
— Sim, doutor.
O senhor está contraindo herpes e HIV que é o motivo pelo qual estou aqui.
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Praga de sogra
O sujeito voltava do enterro da sogra e resolve passar num boteco para comemorar.
Duas horas depois, já bastante embriagado, está voltando para casa e, ao passar perto de um edifício em construção, é surpreendido por um tijolo que cai a poucos centímetros de seus pés.
— E não é que aquela desgraçada já chegou no céu! — comenta consigo mesmo.
***
O telegrama
O Juvenal estava desempregado fazia muitos meses. Com a persistência que só os brasileiros têm, o Juvenal foi tentar mais um emprego em mais uma entrevista. Após uma exaustiva entrevista o quinto entrevistador lhe perguntou:
— Qual foi seu último salário?
— Mil reais! — Respondeu Juvenal, e já ia dizer que aceitava menos. Mas foi interrompido.
— Pois se o senhor for contratado ganhará 10 mil dólares por mês!
— Jura?
— Que carro o senhor tem?
— Na verdade, agora eu só tenho um fusquinha e um carrinho pra vender pipoca na rua!
— Pois se o senhor trabalhar conosco ganhará um Audi para você e uma BMW para sua esposa!
— Jura?
— O senhor viaja muito para o exterior?
— Exterior do estado, sim. Belo Horizonte, São Paulo…
— Pois se o senhor trabalhar aqui viajará pelo menos 10 vezes por ano, para Londres, Paris, Roma, Mônaco, Nova Iorque, Tóquio…
— Jura?
— E lhe digo mais… o emprego é quase seu. Só não lhe confirmo agora porque tenho que falar com meu gerente. Mas é praticamente garantido. Se até amanhã, sexta-feira, à meia-noite o senhor NÃO receber um telegrama nosso cancelando, pode vir trabalhar na segunda-feira.
Juvenal saiu do escritório radiante. Agora era só esperar até a meia-noite da sexta-feira e rezar para que não aparecesse nenhum maldito telegrama. Sexta-feira mais feliz não poderia haver.
E Juvenal reuniu a família e contou as boas novas.
Não se cabendo de felicidade convocou o bairro todo para uma churrascada comemorativa a base de muita música. Sexta de tarde já tinha um barril de chopp aberto. As 9 horas da noite a festa fervia.
A banda tocava, o povo dançava, a bebida rolava solta. Dez horas, e a mulher de Juvenal aflita, achava tudo um exagero. A vizinha gostosa, interesseira, já se jogava pra perto do Juvenal. E a banda tocava! E o chopp gelado rolava! O povo dançava!
Onze horas, Juvenal já era o rei do bairro.
Gastaria horrores para o bairro encher a pança. Tudo por conta do primeiro salário. E a mulher resignada, meio aflita, meio alegre, meio boba, meio assustada.
Onze horas e cinquenta e cinco minutos…
Vira na esquina buzinando feito louco uma motoca amarela… Era do Correio!
A festa parou! A banda calou! A tuba engasgou! Um bêbado arrotou! Um cachorro uivou! Meu Deus, e agora?
Quem pagaria a conta da festa? — Coitado do Juvenal! — Era a frase mais ouvida. Jogaram água na churrasqueira! O chopp esquentou! A mulher do Juvenal desmaiou! A motoca parou!
— Senhor Juvenal Batista Romano Barbieri?
— Si, sim, sim, so, so, sou eu…
A multidão não resistiu…
— Ooooohhhhhhhhhhhhh!
— Telegrama para o senhor…
Juvenal não acreditava… Pegou o telegrama, com os olhos cheios d’água, ergueu a cabeça e olhou para todos.
Silêncio total. Respirou fundo e abriu o telegrama. Uma lágrima rolou, molhando o telegrama. Olhou de novo para o povo e a consternação era geral.
Tirou o telegrama do envelope, abriu e começou a ler. O povo em silêncio aguardava o desfecho, que poderia virar desenlace. Todos se perguntavam…
— E agora? Quem vai pagar essa festa toda?
Juvenal recomeçou a ler, levantou os olhos e olhou mais uma vez para o povo que o encarava… Então, Juvenal abriu um largo sorriso, deu um berro triunfal e começou a gritar eufórico:
— Mamãe morreeeeuuu! Mamãe morreeeeeeeuuu!