Uma amiga do Darta, a Florinda, contou essa.
Na noite passada, fui convidada para uma reunião com ‘as meninas’. Disse pro marido que estaria de volta meia-noite: – Prometo! Eu disse.
Mas as horas passaram rapidamente e a champanhe estava rolando solta. Por volta das 3 da manhã, bêbada feito um gambá, fui para casa.
Mal entrei e fechei a porta, o cuco no hall disparou e ‘cantou’ 3 vezes.
Rapidamente, percebendo que meu marido podia acordar, eu fiz ‘cu-co’ mais 9 vezes.
Fiquei realmente orgulhosa de mim mesma por ter uma idéia tão brilhante e rápida (mesmo de porre) para evitar um possível conflito com ele. Na manhã seguinte, meu marido perguntou a que horas eu tinha chegado e disse a ele:
– Meia-noite!
Ele não pareceu nem um pouquinho desconfiado.
Ufa! daquela eu tinha escapado!
Então, ele disse:
– Nós precisamos de um novo cuco.
Quando perguntei – por que? Ele respondeu:
– Bom, de madrugada nosso relógio fez ‘cu-co’ 3 vezes, depois, não sei porque, soltou um ’cacccceeeeteeeee!’. Fez ‘cu-co’ mais 4 vezes e espirrou. Fez mais 3 vezes, riu e fez mais 2 vezes. Daí tropeçou no gato, derrubou a mesinha da sala, vomitou no tapete e voltou para a casinha dele…
Alô alô, Silvinha….
O Darta manda aquele abraço e promete aparecer na feirinha do Largo da Ordem pra bater aquele papo.
E depois, quem sabe, tomar aquele trago e ir bater um peixinho no Pantagruel, ali no São Lourenço.