Até já foi manchete de jornal: as estruturas do Estádio Couto Pereira estão comprometidas de tanto a coxarada fazer xixi no cimento das arquibancadas. É uma vergonha, mas eles têm o péssimo hábito de fazer fora do penico.
Para controlar o perigo iminente de desabamento, não só reforçaram as estruturas como também baixaram uma portaria, proibindo a torcida de fazer xixi no cimento das arquibancadas. Quem fosse flagrado teria uma multa, de setenta reais, que tinha que ser paga no ato, sem direito a recorrer.
Logo no primeiro jogo, o guarda pegou um coxa se aliviando na arquibancada superior, quase ao lado das cabines da imprensa.
O guarda sacou o bloco e lavrou a multa, que entregou ao infrator dizendo:
– São setenta reais, senhor.
– Tá certo, lei é lei.
Vou pagar! – diz o coxa, estendendo uma nota de cem, enquanto abotoava a braguilha.
– Mas eu não tenho troco… – diz o guarda, olhando em volta e percebendo que o jogo já tinha terminado há tempo e estava tudo fechado. Nem uma viva alma naquele momento.
O torcedor coxa ajeita o boné, coça a cabeça e fala:
– Se me der um desconto e deixar duas xixizadas por cem, vou ali e dou outra na arquibancada inferior.
É muito
Há testemunhas.
Esta aconteceu nos corredores de alimentação da Arena. Encosta um atleticano fanático e pede uma pizza de muzzarela.
– Você prefere a pizza cortada em seis ou em oito pedaços? Pergunta o moço.
– Corta em seis. Oito pedaços são demais.
O gago e a cerveja
O gago era chato.
Vivia pedindo para que pagassem isso ou aquilo para ele. Um dia, os amigos se reuniram e lhe fizeram uma proposta:
– Olha aqui, gago, se você for no balcão e pedir uma cerveja, sem gaguejar, nós te pagamos uma caixa.
O gago entusiasmado, respirou fundo no balcão e pediu de uma só vez:
– Me dá uma cerveja.
O balconista perguntou:
– O senhor quer Brahma ou Antártica?
O gago respondeu:
– Iiii-fu-fu-fu-fudeu.