Para facilitar a confissão das mulheres que pulavam a cerca, o padre da pacata cidadezinha do interior acunhou uma expressão idiomática: “Padre, eu caí no buraco”.
Um dia, o velho padre bateu as botas. Logo no primeiro dia de trabalho, o seu sucessor se viu surpreendido com o fato de que várias mulheres fizessem sempre a mesma confissão: “Padre, eu caí no buraco”.
No sábado seguinte, durante um jantar que o Prefeito e sua esposa haviam preparado para lhe dar as boas vindas, o padre arriscou:
— Senhor Prefeito, eu acho que o senhor precisa cuidar um pouco mais das ruas da cidade! Muitas mulheres estão vindo reclamar para mim que toda hora estão caindo num buraco!
O Prefeito, que já sabia da história, caiu na gargalhada.
— E o senhor ainda ri? — se irritou o padre — Pois saiba que a sua esposa já caiu três vezes só nesta semana!
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Velhos tempos
A velhinha está deitada na cama, de camisola, quando o marido dela se deita, a uma distância de quase um metro.
Ela protesta:
— Quando éramos jovens você costumava se deitar bem pertinho de mim na cama. . .
Ele fica um instante imóvel e, depois de alguns segundos, chega mais perto da esposa, que continua:
— Quando nós éramos jovens, você ficava abraçadinho comigo e segurava a minha mão!
O marido parece não acreditar na crise existencial da esposa, mas pega na mão dela e a abraça, como nos velhos tempos. E ela ainda não se dá por satisfeita.
— Quando éramos jovens, você costumava dar mordidinhas na minha orelha.
Ele dá um longo suspiro, joga a coberta de lado e sai da cama.
Visivelmente ofendida, ela diz:
— Aonde você vai, Jacinto?
— Ué! — responde o velho. — Vou buscar minha dentadura!
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Cachorrinho perdido
O português chegou todo esbaforido naquela empresa que fazia faixas e cartazes e foi logo dizendo:
— Meu cachorrinho se perdeu e eu quero mandar fazer uma faixa bem grande!
— Pois não, meu senhor!
Quais os dizeres?
— Totó, volte logo!
Estou muito triste!