Apaixonado, o rapaz anuncia ao seu pai que vai se casar.
— Que ótimo, meu filho! — entusiasma-se o pai. — Quem é a felizarda?
— É a Jéssica, papai… Filha do seu amigo Alfredo.
— Fi… filha do Alfredo? — gaguejou o pai, estupefato. — Mas você não pode se casar com esta moça!
— Por que não?
— Sabe o que é? É que logo que eu casei com a sua mãe, toda vez que o Alfredo viajava, a sua mulher dormia aqui em casa e uma vez… bem, você sabe o que aconteceu, né?
— Quer dizer que a Jéssica é minha irmã?
O pai confirma com a cabeça e o rapaz se tranca no quarto chorando, desesperado.
Pouco depois, a sua mãe vai consolá-lo:
— O que houve, meu filho?
— É que o papai me contou que não posso me casar com a Jéssica…
— Que bobagem, meu filho! Claro que você pode se casar com ela.
— Mas ela é minha irmã!
— Sabe o que é? É que logo que me casei com o seu pai, todas as vezes que ele viajava, eu ia dormir na casa do Alfredo…
***
Feijão
Um homem tinha verdadeira paixão por feijão. Mas era só comer que logo vinham aqueles terríveis gases, o que lhe deixava em situações extremamente embaraçosas. Um dia sua noiva deu-lhe um ultimato: Ou parava com este vício ou cancelava o casamento. Diante deste pedido, fez um sacrifício enorme. Deixou de comer feijão e se casaram.
Passados alguns meses ao voltar para casa, seu carro quebrou bem em frente a um restaurante. Um aroma maravilhoso de feijão lhe atingiu em cheio. Um desejo incontrolável tomou conta de seu ser. Como teria que voltar a pé, imaginou que qualquer efeito negativo passaria antes de chegar em casa. Logo que ligou para a esposa avisando que iria se atrasar, mais que depressa entrou no restaurante e se deliciou com três pratos. Passou o caminho todo soltando pum feliz da vida. Ao chegar já se sentia um pouco aliviado.
A esposa foi encontrá-lo na porta e bastante excitada lhe disse:
— Querido, o jantar hoje é uma surpresa!
Então lhe colocou uma venda nos olhos e o fez sentar-se à mesa.
Quando a esposa estava prestes a lhe remover a venda, o telefone tocou e antes de atender o fez prometer que não tiraria a venda enquanto não voltasse.
Ele, claro, aproveitou a oportunidade e soltou um senhor pum.
Não foi apenas alto, mas também longo e picotado. Parecia um ovo fritando. Logo em seguida teve vontade de soltar outro. Esse soou como um motor a diesel pegando e cheirou ainda pior!
Enxofre puro. As janelas vibraram, a louça na mesa sacudiu!
Ouvido atento à conversa da mulher no telefone, continuou com sua ‘metralhadora‘ por mais uns três minutos, até ouví-la se despedir no telefone.
Então a esposa voltou a sala, pedindo desculpas por ter demorado tanto, lhe removeu a venda e gritou: ‘SURPRESAAAA!‘
E ele, finalmente, deu de cara com os doze convidados sentados a mesa para comemorar seu aniversário!
***
Japonês no ônibus
O japonês entra no ônibus na rodoviária do Tietê, e pede ao motorista:
— Olha, eu estou indo só até Taubaté, mas, como este ônibus está indo para o Rio de Janeiro, e eu estou muito cansado, temo não acordar e passar do ponto, de forma que eu gostaria que o senhor me acordasse assim que chegarmos a Taubaté.
— Não tem problema, responde o motorista, não me esquecerei.
— Tem mais uma coisa diz o japonês, quando eu acordo fico muito, mas muito mal humorado; caso eu xingue, brigue, ofenda o senhor, recusando-me a descer, não me leve a mal, pode até me jogar para fora do ônibus, contanto que seja em Taubaté.
— Pode deixar comigo diz o motorista.
Só que, quando o japonês acorda, para sua surpresa, dá de cara com o Corcovado. Enfurecido, parte para cima do motorista, esbravejando e xingando-o de tudo que é palavrão.
Um passageiro, comenta com o colega:
— Puxa! Mas que japonês nervoso!
Ao que o outro retruca:
— Nervoso? Isso não é nada! Você tinha era que ver o outro japonês que ele pôs pra fora em Taubaté.