Galo

O fazendeiro resolve trocar o seu velho galo por outro que desse conta das galinhas. Ao chegar o novo galo, e percebendo que perderia suas funções, o velho foi conversar com o seu substituto:
– Olha, eu sei que já estou velho e é por isso que meu dono o trouxe aqui. Mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
– Que é isso, velhote? Vou ficar com todas, meu chapa!
– Mas só duas… – ainda insistiu o galo.
– Não! Já lhe disse! São todas minhas!
– Então, vamos fazer o seguinte – propõe o galo velho -apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas.
O galo jovem mede o galo velho, de cima a baixo, e pensa consigo que certamente ele não será capaz de vencê-lo:
– Tudo bem, velhote, eu aceito.
– E olhe, já que realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar vinte passos à frente. Pode ser? – pediu o velho galo.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições. Iniciada a corrida, o galo jovem dispara pra alcançar o outro galo. O galo velho faz um esforço danado pra manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais jovem. No momento em que o mais velho ia ser alcançado pelo mais novo, o fazendeiro pega sua espingarda e atira, sem piedade, no galo jovem. Guardando a arma, comenta com a mulher:
– Num tô intendendo, uai! Já é o quinto galo veado que a gente compra este meis!
MORAL DA HISTÓRIA: Nunca subestime a sabedoria dos mais velhos.


Uma vez, a mãe do Manuelzinho o flagrou dando chocolate para as galinhas:
– Ó raios! Por que estás a fazeire isto?
E o Manuelzinho:
– Sou um garoto muito esperto, mamãe! Estou alimentando as galinhas para botarem ovos de Páscoa!

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