Culpa do oculista

O sujeito chega no trabalho completamente bêbado. O chefe chama-o num canto e lasca a maior bronca:

— Ô Gonçalves, assim não dá! O senhor não pode vir trabalhar neste estado!

— O senhor… hic… está me mandando embora do Rio de Janeiro?

— Não, não é nada disso! É que o senhor está caindo de bêbado!

— Ah! Foi o oculista que mandou!

— O oculista mandou? O senhor está maluco!

— É sim… — e tirando uma receita toda amarrotada do bolso: — Olha aí… o que está escrito debaixo dos garranchos… pinga três vezes ao dia!

***

No confessionário

No confessionário, chega José e confessa:

— Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria.

— És tu, José?

— Sou, Sr. Padre, sou eu.

— E com quem estivestes tu?

— Padre, eu já disse o meu pecado… Ela que confesse o dela.

— Olha, mais cedo ou mais tarde eu vou saber, assim é melhor que me digas agora!… Foi a Isabel Fonseca?

— Os meus lábios estão selados, disse José.

— A Maria Gomes?

— Por mim, jamais o saberá…

— Ah! A Emengarda?

— Não direi nunca!

— A Rosa do Carmo?

— Padre, não insista!

— Então foi a Catarina da pastelaria, não?

— Padre, isto não faz sentido.

O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:

— És um cabeça dura, José, mas no fundo do coração admiro a tua reserva. Vai rezar vinte Pais-Nossos e dez Ave-Marias… Vai com Deus, meu filho…

José sai do confessionário e vai para os bancos da igreja. O seu amigo Maneco desliza para junto dele e sussurra-lhe:

— E então? Conseguiu a lista?

— Consegui. Já tenho cinco nomes de mulheres casadas que saem com todo mundo.

***

A cirurgia

O sujeito, riquíssimo, sofria de uma terrível dor de cabeça até que um dia foi procurar um médico:

— O senhor vai ter de arrancar os testículos — sentenciou o médico.

— Você está maluco! — protestou ele.

Dias depois foi procurar outro médico e ouviu o mesmo conselho.

— O senhor vai ter de arrancar os testículos.

Então, resolveu procurar o melhor especialista que havia nos Estados Unidos.

— Sinto muito — fez o doutor, após um rápido exame. — Mas a dor só vai desaparecer se o senhor arrancar os dois testículos.

Desesperado com a dor que se tornava cada dia mais insuportável, ele resolveu se submeter à cirurgia recomendada pelo médico.

Assim que terminou a convalescença, para vencer a frustração, decidiu reformar todo o seu guarda-roupas e procurou o mais famoso costureiro em Paris.

— Pode ficar tranqüilo — disse o costureiro, em tom afetado. — Eu vou lhe fazer algumas roupas chiquérrimas. Você vai ficar lindo de morrer! Pode passar daqui a 15 dias que vai estar tudo prontinho!

— Você não vai tirar minhas medidas? — espantou-se o sujeito.

— Não é necessário! Só de olhar para esse seu corpo deslumbrante eu já sei o tamanho que você vai precisar.

— Duvido!

— Quer ver? Calça, 42, Paletó, 46, Camisa, número 3…

— Incrível… está certíssimo!

— Cuecas número 4!

— Epa! Aí você se equivocou, eu uso cuecas número 3.

— Tá querendo me enganar, é? Tem que ser número 4!

— Sempre usei número 3!

— Você pode até usar cuecas número 3, mas vai te apertar os testículos e te dar uma dor de cabeça terrível!

***

Justa causa

São Pedro estava selecionando a entrada das pessoas ao céu e só entrava quem tivesse uma morte por justa causa. Enquanto isso na Terra:

Zé chega em casa preocupado, desconfiando que sua mulher esta lhe traindo. Vai até a área de serviço e vê um homem dependurado na varanda. Pisa sobre suas mãos fazendo com que o coitado caia, do 10º andar do prédio. Olha o homem estirado no chão, mas, não contente com o feito, arrasta a sua geladeira até a varanda e empurra a mesma fazendo com que ela caísse sobre o tal… Por fim se mata. Neste momento no céu chega Zé.

São Pedro pergunta:

— Como você morreu?

— Bem desconfiei que a minha mulher estava me traindo, e ao chegar em casa peguei o vagabundo dependurado na lavanderia. Derrubei-o. Após cair o vagabundo ainda teve coragem de levantar os braços, dizendo:

— O meu é maior que o seu!

Após isso joguei nossa geladeira por cima do mesmo.
São Pedro disse:

— Entre.

Neste instante entra outro.

São Pedro:

— E você senhor como morreu?

— Bem, eu estava limpando as vidraças do prédio onde trabalho, e por acidente me desprendi de meus equipamentos de segurança e fui despencando prédio abaixo ate conseguir me segurar em uma mureta, na lavanderia de um ‘louco‘, que ao chegar e me ver ali, pisou sobre as minhas mão, me derrubando do 10º andar do prédio. Me ‘espatifei‘ sobre a calçada. Ao perceber que estava vivo, ergui minhas mãos ao céu, agradecendo a Deus. Mas, depois disso não vi mais nada, porque uma geladeira foi atirada em mim, pelo mesmo senhor que me derrubou.

São Pedro:

— Entre, entre!

Chega um homem pelado, e tremendo de frio.

São Pedro, pergunta:

— E você, como morreu, me conte?

Ah… sei lá… eu estava dentro de uma geladeira.

***

A fuga

Um louco planeja detalhadamente sua fuga do hospício.

— Vou passar por cima do portão através de uma escada que encontrei no pátio. Vai ser moleza!

No dia seguinte, o louco ainda está lá e o companheiro pergunta:

— Ué, você não ia fugir?

— Não deu! O portão estava aberto…

***

Abraço do Darta


Hoje, o abraço do Darta vai pro André Luiz Finck, conhecido entre os amigos como Topete e que ontem completou 27 anos, e também pro Luiz Anselmo Pegurski, funcionário do Detran e que hoje comemora 48 anos de existência. Parabéns e abraços aos dois!

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