(Venezuela, do enviado especial Massachussets da Silva) Ao desembarcar no aeroporto internacional Maiquetía Simón Bolívar para o monumental velório do comandante Hugo Chávez, fontes fidedignas me confidenciaram que agentes cubanos estão investigando um complô capitalista para eliminar as forças populares da América Latina. Segundo eles, é muito estranho que os líderes de direita da América Latina não pegam câncer. Cancerosos só os líderes de esquerda, justamente os que não beijam o pé do Tio Sam! Os motoristas de táxi não falam de outra coisa: será que a CIA já não desenvolveu um método de aplicar alguma radiação nos inimigos do Tio Sam?

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Entre as autoridades estrangeiras, o rei Juan Carlos da Espanha não será bem recebido na Venezuela. Correm rumores de que Sua Majestade viria só para conferir se Hugo Chávez morreu de boca fechada. Como se sabe, “Por qué no te callas?” foi a frase dita pelo rei Juan Carlos ao presidente Hugo Chávez.

Quem chega em Caracas fica impressionado com a choradeira geral. Aqui até os crocodilos choram. São lágrimas de crocodilo, mas fazer o quê? Quem não chora não mama!

Na bolsa de apostas de Caracas corre uma lista com o nome do próximo papa. Entre os preferidos (Papa Mosca, Papa Goiaba, Papa Léguas, Papa Tudo), o mais apostado não podia ser outro: Papa Hugo I.

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Os argentinos estão preocupados. Se com a morte do marido a presidente Cristina Kirchner prometeu ficar 25 anos de luto, com a morte de Hugo Chávez ela deve ficar outros 25 anos vestida de preto.