O mineiro comprou uma câmera digital e levou para seu sítio.

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Chegando lá, mostrou aquela novidade para todos. Nunca ninguém tinha visto algo igual e ele diz:

— Pessoar, todo mundo pra-per-da-cerca-di-arami farpado ali, pra modi quê vô tirá umas foto du-cêis.

Ele então programou o temporizador e correu pra junto de todos.

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Nessa, quando os outros o viram correr na direção deles, saíram correndo, atravessando acerca de arame farpado, rasgando-se todos.

Então ele pergunta:

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— O quê qui aconteceu, uai?

E sua tia, com as duas orelhas penduradas, respondeu:

— Si ocê qui cunhece esse trem ficou cum medo, imagine nóis qui num cunhece…

***

Medições do engenheiro

O mineirinho observando o engenheiro com o teodolito:

— Dotor, pra quê serve esse treco aí?

— É que vamos passar uma estrada por aqui, estou fazendo as medições.

— E precisa desse negócio pra fazê a estrada?

— Sim, precisa. Vocês não usam isso pra fazer estrada não?

— Ah, não, home. Aqui quando a gente qué fazê uma estrada, a gente sorta um burro e vai seguindo ele.

Por onde o bicho passá, é o mió caminho pra se fazê a estrada.

— Ahh, que interessante — respondeu o engenheiro. — E se vocês não tiverem o burro?

— Bem, daí a gente chama us engenheiro…

***

Exame de vista

Um imigrante polonês está fazendo exame de vista para obter carteira de motorista em Nova Iorque. O examinador lhe mostra um cartão com as seguintes letras:

C Z J W I N O S T A C Z

O examinador pergunta:

— Você consegue ler isso?

E o polonês:

— Ler? Eu conheço esse cara!

***

Braguilha aberta

A secretária nota que o chefe está com a braguilha aberta e toda sem jeito tenta lhe dar a notícia:

— Doutor… o senhor esqueceu a porta da sua garagem aberta!

Ele fechou rapidamente a braguilha e disse com voz carregada de malícia:

— Por acaso a senhora viu a minha Ferrari Vermelha?

— Não senhor! Tudo o que vi foi um Fusca desbotado e com os dois pneus dianteiros totalmente murchos.