Wilsinho, um lépido atacante que fez nome jogando no famoso time do Real, do saudoso Waldomiro Rauth, teve muitas oportunidades para jogar no profissionalismo, mas preferiu optar por um emprego seguro no Banestado, onde se aposentou recentemente, com o dever cumprido e uma vida estável.

“Meu começo no futebol foi no ano de 1957, no campo do Colégio D. Pedro II, à Rua Teixeira Soares, no Batel. O time do colégio jogava sob o comando do técnico Tuca e participava de festivais nos finais de semana, ao som de alto-falantes, muitos torcedores e graciosas senhoritas que abrilhantavam os espetáculos. Jogavam no meu time Raul Plasmann, Vivi, Gastão, Tide, Vado, Rafael e outros que se destacaram nos anos seguintes.

Em 1960, Tuca foi contratado pelo dr. Cadilhe para comandar o time de juvenis do União Juventus e me levou para o “Moleque do Batel”. Em 63, já com 16 anos, fui jogar no 2.º quadro do Real, de Waldomiro Rauth. Ganhei meu primeiro título naquela oportunidade. Já no ano seguinte ganhei a posição de titular do primeiro quadro, chegando a disputar a final com o Iguaçu, que foi o campeão. Ficamos com o segundo lugar.

Em 65 disputamos o título da 2.ª Divisão com o União Ahu, no campo do Operário do Ahu e ficamos com o caneco. Juvenal Ropel, em 1966, me levou para defender o time de profissionais do Britânia. Tive a chance de jogar no Água Verde em 1968, a convite de Waldomiro Perini. O técnico Hortêncio de Souza gostou do meu futebol, mas não assinei contrato por ter sido aprovado no concurso do Banestado e eu optei pela estabilidade do emprego com valor salarial bem melhor. Não tinha mais tempo para comparecer aos treinos. Fui tricampeão bancário pelo Banestado.

Em 1970 fiz reversão para a categoria de amador e fui defender o Iguaçu de Santa Felicidade, do então presidente Bepite. O saudoso Alceu Águida, do Vasco da Gama, convenceu-me a integrar o elenco campeão de 70 e que tentava, sob o comando de Fernando Augusto, o bicampeonato. Quase chegamos lá. Perdemos a decisão para o Capão Raso. Em 1973, desci a serra para defender o Rio Branco de Paranaguá. Fomos campeões da cidade sob o comando de Vivi, numa decisão com o Estiva. Em 74, Waldomiro Rauth comandou o time do Portuários lá de Paranaguá e eu passei a integrar aquela equipe, campeã da cidade e com participação brilhante na Taça Paraná. Em 75, encerrei minha participação em campeonatos amadores. Em 77, ainda tive a satisfação de conquistar mais um título pelo Banestado, no campeonato bancário de futebol.

Em 1985, o presidente Elizeu Siebert e o técnico Doca me levaram para tomar parte da diretoria do Vila Fani, onde acompanhei o clube alvirrubro em várias conquistas, inclusive, o sul-brasileiro. Em 1989, a convite do presidente José Carlos Gabardo e do técnico Ivo Dorigo, aceitei o cargo de diretor de futebol do Ipiranga, campeão da temporada.

Em 90, a título de colaboração voltei para o Vila Fani, que tinha na presidência Leônidas Drevek, sucedido pelo Toninho Silva, Marcelo Baiaca, Romário Alexandrino e novamente o atual Elizeu Siebert.”

Wilsinho conquistou em sua carreira esportiva, como jogador e diretor, nada menos do que 26 títulos e muitos vice-campeonatos, agradecendo a Deus pelo emprego, futebol que lhe deu muitas alegrias, aos amigos e a vida normal que leva. Nome completo: Wilson Silveira dos Santos (Wilsinho), nascido em Araucária (PR) dia 8 de maio de 1947 (57 anos). 1,67 m. Atacante. (Mussum)

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