Aos 12 anos, um garoto apelidado de Orelha, nem imaginava que um dia tornar-se-ia um jogador internacional, ganhando nada menos do que seis títulos, defendendo o “Brooklin Italian”, dos Estados Unidos. Antes esteve com um pé no famoso Kosmos, do Pelé & Cia., mas os dirigentes só queriam jogador de nome feito para chamar público aos estádios. Resumo da biografia narrada ao colaborador Mussum:
“Em 1969 defendi o Sininho da Vila Hauer sob o comando do técnico Godoy. Eu contava com apenas 12 anos. Em 1970 assinei registro com o Coritiba na categoria infantil, onde ganhei meu primeiro título, numa final frente ao Juventus do Batel. Outro título pelo Coritiba aconteceu no ano de 1974 diante do Colorado. Em 1976 fui campeão da Copa Tribuna, ao lado do zagueiro Duílio, Marquinhos, Sílvio, Lara, Orley, Zezinho, entre outros.
Em 1977 o Coritiba me emprestou para o Juvenil do Grêmio de Porto Alegre. Ganhamos o título da categoria diante do Internacional. Voltei no ano seguinte para o Coritiba, na esperança de ser profissionalizado, mas o esperado contrato não deu certo.
Depois de algum tempo jogando apenas futebol de pelada, aceitei o convite da diretoria do Iguaçu de Santa Felicidade para disputar a divisão especial da Suburbana em 1979. Decidimos o título com o Ipiranga, mas perdemos a decisão. No campeonato do Sesi defendi o time da Trombini ao lado de Anjinho, Tatu, Silva, Algacir, Ratmann e outros cobras. Ganhamos o campeonato. Em 1980 fui para Campo Largo defender o Internacional, sendo campeão da liga e da Taça Paraná. No mesmo ano fui artilheiro do peladão do Comel com 26 gols. Em 1981, bicampeonato de Campo Largo e da Taça Paraná. O tricampeonato da Liga chegou após decisão com o Fanático. Em 83, nova decisão com o Fanático. Dessa vez perdemos. No Estadual do Sesi, defendendo a Trombini, ganhamos o título vencendo na final a Trombini de Ponta Grossa.
Em dezembro fiz alguns treinos no famoso Kosmos de Nova York, mas não acertei porque os dirigentes queriam apenas jogador com nome feito internacionalmente. Questão de marketing. Em 1984 apareceu outra chance de jogar nos Estados Unidos, onde fiz contrato com o Brooklin Italian, que foi seis vezes campeão norte-americano.
Retornei a Curitiba em 1992 assinando com o Vila Hauer que era comandado pela família Dias, que estava revolucionando o futebol naquele clube e o faz até hoje. Em 1994 voltei para Campo Largo onde fui bicampeão pelo Inter. Joguei também no campeonato de masters pelo Vila Hauer. Em 1996 assinei com o Ipiranga do Jardim Independência que formou um superelenco de masters com Jairo, Tadeu, Evans, Tostão, Ênio e outros. Quatro vice-campeonatos consecutivos. Em 97 joguei pelo São José, categoria de masters.
Fui para o Caxias em 1998 onde fizemos boas campanhas nos campeonatos de masters sob o comando do presidente Toninho e o treinador Airton. Finalmente em 2000, após uma fantástica decisão com o Paraná Clube, ganhamos o título em plena Vila Capanema. Repetimos o título no ano 2001, porém, diante do Vila Fani. Comecei a praticar tênis de saibro, esporte que admiro muito.”
Marca que ficou
Uma viagem de Nova York a Los Angeles que durou cinco horas para jogar apenas 90 minutos e regressar após o jogo.
Saudades do tempo em que jogava no juvenil do Coritiba e os títulos que conquistei nos Estados Unidos.
Nome completo: Osires Bank Machado. Nascido em Curitiba, dia 18 de janeiro de 1957 (47 anos). Posição: Lateral e meia-esquerda. 1,70m de altura. Títulos conquistados: 20, em diversas categorias.
Após a 5.ª rodada, o campeonato de masters da federação apresenta a seguinte classificação: grupo A: Capão Raso e Nova Orleans, 12; Gr. Ipiranga, 10; Olaria, 8; Kakiense, 6; Arbesc e Iguaçu, 4; S. Paulo, 1 pg. Grupo B: S. Carlos, Olimpique e Vila Fani, 12; B. Alto, 9; Quatro Barras, 4; Sergipe, 3; Campo Magro e Expressinho, 2; S. Trindade, 1 pg.
Próxima rodada: S. Paulo x Arbesc, Olaria x C. Raso, Iguaçu x Kakiense, N. Orleans x Gr. Ipiranga, S. Trindade x Sergipe, Olimpique x B. Alto, Q. Barras x V. Fani e Expressinho x S. Carlos.