Pelo seu alto espírito esportivo, amadorista puro, pequena estatura, mas imenso em suas qualidades técnicas e morais, como jogador e presidente do Capão Raso, Tiziu vai receber significativa homenagem da FPF na próxima terça-feira, deixando sua marca no pedestal da fama, em solenidade marcada para o Estádio do Pinheirão, logo após as festividades do 11.º Gralha Azul de Jorge Dib e Irineu Horbatiuk. Em seguida, um resumo cronológico da história desse pequeno gigante, contada por ele próprio ao repórter colaborador Mussum:
“Comecei a jogar futebol no segundo quadro do Banguzinho AC do Parque Industrial, então comandado pelo técnico Nelsão, indo para o time de cima. Isso aconteceu entre 1968 e 1970, ano em que aquele time foi extinto. Assinei com o Operário Ouro Verde do bairro Capão Raso. Foram dois anos de pura alegria, mas, em 1972, esse time também foi extinto. Em 1973 recebi convite da diretoria do CA São-mateuense e fui defender aquele clube até o segundo semestre, quando me transferi para o CA Municipal da Liga de Matinhos. A oportunidade de defender o Capão Raso surgiu no ano de 1974, quando ganhei destaque, sendo emprestado para o Ipiranga para disputar a Taça Paraná nos anos de 1976 e 77. No Iguaçu, em 1980, obtive o vice-campeonato. A diretoria do Capão Raso me levou de volta para o tricolor de aço no ano de 1981, quando conquistei o título máximo, justamente em cima do Iguaçu. Ganhamos também o 1.º Torneio Grande Curitiba. As vitórias prosseguiram em 1982. Bi do Grande Curitiba, vice da suburbana e vice do mesmo torneio, em 83. Fui emprestado para defender o São José em 1984 na Taça Paraná. Voltando ao Capão Raso, mais um vice em 1987 e o direito de participar e ganhar a seletiva para o 1.º sul-brasileiro de futebol amador contra os gaúchos de Campo Bom. Mais um vice. No ano de 1990 encerrei minha participação na suburbana, passando a disputar campeonatos de masters. Tri pelo Capão Raso e mais um título pelo Paraná Clube. Em 2000, fundei o clube Garanhões, que realiza jogos amistosos no estádio do Capão Raso, apenas para continuar em atividade, matar as saudades dos bons tempos e manter as grandes amizades. Como curiosidade, nos tempos da 3.ª divisão, num jogo Capão Raso x Triunfo, no campo do adversário, houve um pega-pega de torcidas e até tiroteio aconteceu. Felizmente ninguém saiu ferido. Maiores tristezas: perda dos títulos em 1980, no Joaquim Américo, e em 1987, no Durival Brito. Nome completo: Dirceu dos Santos (Tiziu), nascido em Marilândia do Sul (PR), dia 3 de abril de 1954 (49 anos). Posição: volante. Altura: 1,62 m.
Campeonato Municipal de Almirante Tamandaré (série livre)
O Casemiras venceu o Boca Júnior no jogo de volta, gol de Everson, cobrando falta e forçando uma prorrogação que terminou com a vitória do Boca por 3×0. Gols de Marcelo (2) e Fernando. O Boca sagrou-se tetracampeão. Vice: Casemiras. 3.º: Nápoli. 4.º: Tanguá. Artilheiro: Pedro Júnior Kokot, do Tupã, com 14 gols. Goleiro: Elvis, do Boca. Craque do ano: Jorge, do Boca. Árbitro revelação: Ezequiel Costa Faria.
Estadual do Sesi
Realizou-se em Maringá, dias 7 a 9 últimos, o estadual sesiano de futebol, conquistado pelo Madeirit de Guarapuava. Resultados: dia 7: Sadia (Toledo) 5×2 Paraná Citrus, Móveis Colorado 7×1 Spaipa de Maringá e Boticário (SJP) 1×1 Madeirit. Dia 8: Kraft (Curitiba) 7×3 Paraná Citrus, Boticário 11×0 Spaipa, Madeirit 7×0 M. Colorado, Sadia 1×1 Kraft, Madeirit 15×1 Spaipa e M. Colorado 3×1 Boticário. Dia 9 a decisão: Madeirit 2×2 Kraft. Até aos 35 da etapa final o Kraft vencia por dois a zero, mas cedeu o empate no final. Penalidades: Madeirit 4×3. Campeão: Madeirit; vice: Kraft; 3.º: Móveis Colorado, de Arapongas. O Madeirit vai representar o Paraná no sul-brasileiro em Joinvile (dias 5 a 7 de dezembro). Em março será realizado em Pernambuco o nacional sesiano.