Tate: técnico do título de 1960

No dia 16 de janeiro, o Ipiranga completou 75 anos. O chamado "Vovô da Suburbana" já conquistou títulos memoráveis em sua longa existência, destacando-se o campeonato de 1960, quando deixou para trás os famosos times dos italianos de Santa Felicidade. Mais tarde veio o tricampeonato e isso é outra história para contar. Naquele difícil campeonato de 1960, o treinador do clube, um verdadeiro disciplinador, se chamava Euclides Gusso, o popular Tate. Ele narrou para o Mussum a seguinte história.

"Aqui no bairro da Água Verde existia uma área de terreno da família Parolin onde, nos finais de semana, a rapaziada o transformava num improvisado campo de futebol. Juntamente com Osvaldo Aranha, Alberto Pícoli, Orlando Gabardo, Aldino Gabardo e outros, sob o comando do técnico Ângelo, comecei a jogar bola, participando de várias disputas no período de 1942 a 1947. Em 1950, tudo o que eu havia aprendido como jogador no juvenil do Ipiranga e nas peladinhas passei a aplicar como treinador no time de taxistas da Praça 19 de Dezembro e na equipe da Rodoviária, em torneios e festivais que se realizavam aos domingos. Em 1951, ainda como jogador, defendi o Ipiranga no Torneio-Início da Suburbana que foi realizado no campo do Barcarola no Juvevê. Posteriormente o Ipiranga se licenciou dos campeonatos, voltando em 1953 para disputar o Torneio Moisés Lupion. Chegamos à final contra o Vasco da Gama no campo do 5 de Maio bem defronte ao Estádio Joaquim Américo. Quase no final do jogo, o marcador apontava empate de um gol. O goleiro do Vasco fez uma defesa e ficou batendo bola para ganhar tempo e levar a decisão para as penalidades, pois sua equipe tinha bons batedores. Nosso lateral Negretto aproveitou de um cochilo do goleiro adversário, apoderou-se da bola e marcou o gol da vitória, dando o título para o Ipiranga. Em 1954 o Ipiranga voltou às atividades oficiais nos campeonatos da Suburbana. Heitor Gabardo reativou o clube, para alegria da torcida e demais diretores. Em 1958, o Ipiranga não fez um bom campeonato e corria o risco de ser rebaixado. Fui dispensado, entrando como treinador-salvador o Paulino Conti. Gastaram muito, mas conseguiram evitar o rebaixamento. Arlando Lipman, presidente do Rio Branco, me convidou para dirigir aquela equipe. Entretanto, o presidente do Ipiranga Waldemiro Pereira, apresentou um atestado médico informando que eu não tinha condições físicas para assumir aquele clube, por ter sido submetido a uma cirurgia na coxa da perna esquerda. Foi apenas um golpe para que eu não fosse para o Rio Branco. Deu certo e assinei com o Ipiranga, conseguindo deixar muita gente de queixo caído.

No campeonato de 1960 com um time até então desconhecido, o Ipiranga classificou-se para a finalíssima com o Trieste. 1.º jogo no campo do Atlético: 4×0. 2.º jogo no Estádio Orestes Thá, outra vitória por dois a zero. Campeões invictos no futebol e no troféu disciplina.

Em 1962, o campinho de treinamento do Ipiranga, pertencente à família Parolin foi desativado, ficando o clube sem lugar para festivais e treinamentos. Nesse ano me afastei dos campos e do clube, interrompendo trinta anos de ligação com a referida agremiação."

Jardim Independência

Em 1972, após dez anos afastado dos campos e do Ipiranga, em determinado dia recebi o convite da diretoria para participar da festa de inauguração do novo estádio no Jardim Independência. Esse fato me entusiasmou e passei a acompanhar com interesse as atividades do clube, vibrando com o tricampeonato e os novos títulos conquistados ao longo dos anos seguintes. Num final de campeonato em que o Ipiranga não ia bem, o presidente Vadio me convidou para comandar a equipe nos dois últimos jogos. Duas vitórias que mantiveram o alviverde na principal divisão.

Fato curioso

Durante o campeonato de 1960 apareceu um garoto desconhecido e de pequena estatura que desejava participar dos treinamentos. Dei minha permissão, mas o presidente Reinaldo Cortiano me deu a maior bronca. -Esse rapaz só vai sujar o uniforme, não tem jeito para jogar futebol! Respondi: – O senhor está enganado. Vai ter que vestir faixa de campeão nele ainda este ano! Tratava-se do ponteiro-esquerdo Lio, destaque na campanha vitoriosa que nos levou ao memorável título.

Nome completo: Euclides Gusso (Tate – apelido familiar dado pelo tio Vitor Christofolo Gusso). Nascido em Curitiba dia 17 de fevereiro de 1928 (78 anos). Posição: goleiro, depois treinador de futebol.

Hélio Pereira Cury assumiu o cargo de diretor de esportes da Prefeitura Municipal de Curitiba. Desejamos sucesso em sua nova atividade.

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Próxima rodada de másteres em Colombo: domingo às 10 horas: Colombense x Santa Cruz e Fênix x XV de Novembro pelo grupo C. Bola de Ouro x São Gabriel e Colombo x Instal Bombas (grupo D).

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Nesta sexta-feira às 20h, reunião dos clubes da divisão especial na sede do Capão Raso e na sede do Novo Mundo, clubes da 1.ª divisão. Assunto: fórmulas para o campeonato de 2005 nas duas divisões. Dia 2 de abril começa a divisão especial e dia 9 a 1.ª divisão de amadores.

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