Junto com a gurizada, no campo do União Ahu em 1978 comecei a participar de peladas nos finais de semana. O técnico Bidon me lançou no time pré-mirim. Foi ali que começou minha carreira de jogador.
Em 1980, quando ia completar onze anos de idade, foi realizado um amistoso do União Ahu contra o Atlético e o professor Miro, que estava observando o jogo, a procura de novos talentos para o seu Coritiba, conversou comigo, mas quem levou a melhor foi o professor Pernambuco, do Atlético, que me levou para o rubro-negro. Em 1981 sagrei-me campeão na categoria mirim pelo Atlético, pegando até pênalti na decisão contra o Coritiba. Vencemos por dois a zero no Estádio Vicente Kânia, mas no ano seguinte os coxas levaram a melhor e eu fiquei com o vice.
Pelo metropolitano infantil em 1983 ganhei o título da categoria, enfrentando o Pinheiros na antiga Baixada. Fui vice-campeão estadual infantil em 1984, mas ganhei o título metropolitano daquela temporada. Em 1987, já como atleta júnior, sagrei-me campeão da Copa Tribuna, decidindo com o Pinheiros. O técnico Zequinha me convocou em 1988 para a seleção paranaense de juniores que participou de um torneio internacional realizado no Japão, onde fomos campeões. Fiz meu primeiro contrato de profissiional em 1989 quando o Atlético ficou em 3.º lugar no campeonato paranaense.
Facilidade
Participei da campanha do Atlético, como reserva do Marola, campeão de 1990, ano em que na terceira decisiva com o Coritiba o jogador Berg fez um gol contra, facilitando as coisas para nossas cores. O Atlético precisava apenas do empate. 2×2 o resultado. Fomos vice-campeões na série B do campeonato brasileiro. O título ficou com o Sport Clube Recife. Segui viagem para o Japão em 1992 para defender o Schiwuok na 2.ª divisão. Vice na temporada e 3.º lugar no ano seguinte. Retornei para Curitiba em 1994 e a convite do dirigente Carlinhos ingressei no Santa Quitéria, revertendo para a categoria de amador. Vice-campeão na decisão com o Nova Orleans. Em 1995 fui apresentado pelo técnico Chiquinho ao presidente Wilsinho do Vila Hauer.
Decidimos o título com o Iguaçu e vencemos com um gol do Marinho na final. Perdemos a decisão do título de 1997 para o Combate Barreirinha, mas em 1999, em memorável decisão com o Capão Raso, que jogava por três empates, ganhamos a final no campo deles por um a zero. Em 2000, o presidente Nedabias me levou para defender o famoso time do Renove de Fazenda Rio Grande. Ganhamos o título da liga e da Copa Folha de Tamandaré. Serginho (Cabeção), supervisor da categoria infantil e juvenil do Paraná Clube, me levou para ser preparador de goleiros daquelas categorias em 2001 e da categoria de juniores no ano seguinte.
Em 2003 fui preparador de goleiros no Atlético, categorias juvenil e infantil, onde chegamos ao título juvenil e vice no infantil. Na atual temporada, já ganhei o título juvenil na Taça Governador de Santa Catarina, decidindo com o Juventude de Caxias do Sul. Atribuo meu sucesso à perseverança e força de vontade que emprego em todas as minhas atividades. Meu ídolo na posição foi o goleiro Roberto Costa, que recebeu por duas vezes a premiação Bola de Ouro. Nos seis anos que atuei como goleiro na Suburbana, me consagrei como o goleiro menos vazado. Ganhei nada menos do que doze títulos em minha carreira, muitos vices e terceiros lugares”.
Nome completo: Marco Aurélio Tedechi. Nascido em Curitiba, dia 6 de março de 1969 (35 anos). Posição: goleiro, 1,77m de altura. Entrevista concedida ao Mussum.