Paixão pelo futebol

Jaime Cordeiro Honório nasceu na cidade de Morretes dia 31 de janeiro de 1940, quando acontecia na Europa a 2.ª Guerra Mundial. Seu espírito combativo talvez explique sua origem num tempo que não deixou saudades. De família humilde e numerosa, quando criança mudou-se para o bairro do Cajuru em Curitiba. Morava perto do Estádio Durival Britto e Silva na Vila Capanema, o que favoreceu os primeiros contatos com o futebol, sua grande paixão. Aos 10 anos, como garoto do placar, gandula e outras atividades dentro do campo do Ferroviário. Divertia-se repassando aos técnicos de seu time favorito as informações que obtinha nos vestiários dos adversários. Nos incontáveis campos de várzea que se encontravam em todos os bairros da cidade, andando descalço o garoto aprendia os truques da várzea e aprendeu a torcer pelo varzeano Água Branca FC, sua primeira paixão. Aos 14 anos calçou o primeiro par de chuteiras. Time que defendeu: Guarani da Vila Oficinas, comandado pelo inesquecível Terésio Baggio. A vocação de artilheiro despontou aos 16 anos quando integrou o Capão da Imbuia. Aos 17 anos transferiu-se para a Ponte Preta do Cristo Rei, cujo presidente e zagueiro Antônio Rodrigues Dias, o "velho guerreiro", pai do Leônidas Dias. Naquele clube, Jaime Honório ganhou muitos troféus e tornou-se o artilheiro com 18 gols. Vestiu a camisa do 5 de Maio, que tinha campo bem defronte à atual Arena da Baixada. Foi vice-campeão numa disputa com o Operário Mercês, que venceu por 2×1. Registrou-se com 17 anos no Bloco Esportivo Morgenau onde, além de jogador, começou a aprender as manhas de treinador com o estrategista Nelson Versão, continuando a marcar seus golzinhos. Na última partida do campeonato, fez os quatro gols da vitória de 4×0 sobre o Água Verde. Aos 18 anos teve uma passagem pelo juvenil do Ferroviário, mantendo-se como titular da equipe. A tristeza pela perda dos pais, foi compensada pelo nascimento do primeiro filho Marcos, fruto do casamento com a dona Marisa, sua fiel companheira. Participou do surgimento do Palmeirinha, do Prado Velho, time vitorioso na várzea curitibana, no qual surgiram alguns atletas para o nosso profissionalismo: Zé Carlos, Tico, Ivo, Gilsão, Dorival, Vitoca e outros. Honório lembra muito do Vila Pinto, sua nova paixão. Um time de verdadeiros leões dentro do campo. Por duas vezes, 1959 e 1963, o Vila Pinto perdeu o campeonato para o Vila Fani, vendendo muito caro as poucas derrotas que sofreu. Em 1964 uma nova alegria: o nascimento do segundo filho, Roberto. Em 1965, finalmente, o Vila Pinto, dos presidentes Hilário e Misael, foi campeão e invicto! Em 1970, já na categoria de veteranos sob o comando do técnico Henrique Mehl, foi novamente campeão, batendo o Operário Mercês na final por 2×1.

Carreira de técnico

Em 1979, iniciou a carreira de técnico sendo vice-campeão do IV Campeonato interno do Colorado, pela equipe da sua empresa Móveis Honório. Na sua nova carreira acumulou muitos títulos nos anos seguintes: tetracampeão do peladão do Comel (Móveis Honório) 1983 a 1986. Hexa de fraldinhas, tri de infantis e bicampeão juvenil com o Novo Mundo e em 1995 pelo Novo Carreteiro. De 1986 a 1988, foi tricampeão do campeonato interpraças. Vice-campeão da Copa Folha de Tamandaré, ganhou títulos pelo Morumbi, Novo Mundo (campeão de juniores). Ganhou o Corujinha de Ouro por duas vezes, Troféu Bola de Ouro também em duas ocasiões. Em 2004 fez parte da comissão técnica do Iguaçu de Santa Felicidade, e na temporada de 2005 vai integrar a comissão técnica dos juniores do Uberlândia, dando continuidade à sua paixão contida pelo futebol e pela arte de fazer amigos.

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