Nascido na antiga travessa Marumbi, hoje Tobias de Macedo, Max passou sua infância e adolescência nos bairros do Pilarzinho e Batel. Ele contou sua história ao repórter Mussum, da seguinte maneira:

“Eu vinha batendo bola na área da saibreira municipal, onde se encontrava o antigo campo do Vasco da Gama. Me registraram no clube da Cruz de Malta e fui de cara escalado no primeiro quadro, onde disputei algumas partidas pelo campeonato suburbano de 1945. No mesmo ano, me alistei como voluntário, indo servir na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Na caserna, tive o privilégio de fazer amizade com um atacante apelidado Flexeira e que mais tarde tornou-se o maior lateral-esquerdo do futebol brasileiro: Nilton Santos, o enciclopédia. Ambientado na Cidade Maravilhosa, principalmente na Ilha do Governador, fiz muitos amigos, com colegas militares e com o pessoal que jogava futebol no bairro de Ramos e fui convidado para um amistoso que, por coincidência, foi realizado no campo do Bonsucesso. Dirigentes do clube rubro-anil da Leopoldina me viram jogar pelo Ramos FC, gostaram de minha apresentação e dias depois, um emissário daquele clube carioca me localizou fazendo uma proposta de dois mil e quinhentos cruzeiros por mês. No quartel, eu ganhava apenas setecentos. Aceitei e me tornei goleiro titular do Bonsucesso, disputando o campeonato carioca de profissionais com apenas dezoito anos, enfrentando as feras de Flamengo, Botafogo, Fluminense, Bangu, América, Olaria, Madureira, Canto do Rio e São Cristóvão. Duas temporadas no Rio e dei baixa da Força Aérea em 1948, quando retornei a Curitiba, passando a guarnecer a meta do Juventus (o moleque do Batel) ao lado de Boluca, Lalo, Nei, Elias, Xixo, Paraguaio, Renatinho e outros. Ganhamos o torneio-início disputado no Belfort Duarte. Fiz alguns treinos no Água Verde em 1949, mas não houve acerto financeiro para assinar contrato com o Leão. Fiz reversão de categoria em 1950, assinando com o Vila Hauer, que disputava a 3.ª divisão suburbana. Fui campeão do torneio-início em 1953, ano do centenário do Paraná, disputado no campo do Iguaçu. Dei seqüência à minha carreira de amador até atingir a idade de veterano. Em 1965 disputei o campeonato de veteranos Paulo Pimentel pelo Vila Hauer e me lembro que, por três vezes, enfrentei o Bacacheri e não tomei nenhum gol do atacante Levi Mulford. Aliás foram três empates de zero a zero. Em 1982 estive no campo do Vila Hauer, para assistir uma decisão de campeonato juvenil e o goleiro foi meu filho Ronald Gebauer, que deu a volta olímpica (filho de peixe, peixinho é). Tenho saudades do tempo de Bonsucesso quando, naquela época, o salário era valorizado e pago em dia”.

Max Gebauer, que aqui em Curitiba tinha o apelido de Polaco, no Rio era conhecido por Russo. Nasceu em Curitiba no dia 19 de abril de 1927. Goleiro com 1,82 m de altura.

Decisão da 2.ª divisão em Campina Grande

Estrela Azul 1×0 Eucaliptos. Gol de Júnior. Time campeão: Murilo, Alessandro (Eduardo), Cristopher, Xanton, Marconi, Rafael, Alex, Marcelo (Edinaldo), Júnior, Marzola (Roberto) e Élson. Técnico: Jackson, que também é presidente do clube que sobe no ano que vem para a 1.ª divisão. Foram rebaixados este ano: Arsenal e Terra Boa. Artilheiro: Iran, do Eucaliptos, com 11 gols. Goleiro: Murilo, do Estrela, sofreu apenas 7 gols. Colaboração do Mussum.

Sul-brasileiro do Sesi

Foi realizado em Joinvile (SC) o Sul-brasileiro do Sesi. O Madeirit de Guarapuava representou o Paraná, enfrentando Marco Pólo (RS) e Fundição Tupi (SC). Resultados: Dia 6: Marco Pólo 3×1 Madeirit e Fundição Tupi 4×1 Madeirit. Domingo dia 7: Decisão: Fundição Tupi 1×0 Marco Pólo. Campeão: Fundição Tupi de Joinvile (SC). Vice: Marco Pólo (RS). 3.º: Madeirit (PR). O time de Santa Catarina vai participar em março no Recife do campeonato nacional sesiano de futebol. O próximo campeonato do Sesi sofrerá uma reformulação total, englobando equipes de Curitiba e cidades vizinhas, inclusive Rio Negro.

Copa Folha de Tamandaré

Última rodada da 1.ª fase: Sábado, no Renovicente: Pioneiro x Itatiaia.

Domingo, no Ricardo Halik (União Ahu): 4 Baras x Lam. Grande e União Ahu x Capinzal. No Imperial, em Colombo: S. Cândida x Grêmio Quatrobarrense e Ana Terra x América. No Bôrtolo Gava: Nápoli x Sudoeste e Pilarzinho x União Liberdade.

Capão Raso campeão do Grupo C

Com três gols do jogador Nelson, o Capão Raso derrotou terça-feira à noite a equipe do São Pedrense e conquistou o título do Grupo C da Copa Sesquicentenário (amadores). O tricolor vai enfrentar hoje, no Estádio José Carlos de Oliveira Sobrinho, a equipe do Atlético Paranaense. A fase semifinal da competição terá ainda o jogo entre o Coritiba e a Platinense.

Capão Raso 3×0 São Pedrense. Estádio José Carlos de Oliveira Sobrinho. Árbitro: Marcos Daniel de Camargo. Auxiliares: Jarbe Cassou e Edson Redolfi.

Capão Raso: Ricardo Pinto, Henrique, Maciel, Cleiton I, Cleiton II, Maurício (Murphy), Nelson (Egeu), Fabiano, Odair (Gugu), Vinícius e Samuel. Técnico: Jorge Moraes.

São Pedrense: Eli, Luizinho, Marcelo, Luciano, Roger, Marreta, Marquinhos (Marquinhos Maringá), Boi, Renato e Rocinha. Colaboração de Antônio Vigário, o Português.

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