Marcos Lima e sua carreira

"O início com a bola nos pés aconteceu quando eu tinha doze anos de idade, no bairro do Boqueirão. Meu primeiro "time" foi o Banguzinho. Quando completei 15 anos, eu e meus amigos formamos o Aymoré FC, também lá no bairro, onde praticamente nasci. No ano seguinte, fui convidado por diretores do Tupinambá FC, na época uma das forças da 3.ª divisão, para disputar o campeonato amador da cidade. Em dois ou três treinamentos garanti a condição de titular no chamado clube indígena do Boqueirão. Na ocasião, o Janguinho (de saudosa memória) ex-jogador e então treinador do juvenil do Coritiba, veio atrás de mim com a finalidade de me levar para o Alto da Glória. Aceitei o convite e na metade do primeiro coletivo, já me deram a camisa de titular. No final da semana o Coritiba fazia sua estréia na "Copa Tribuna" e eu devia participar do jogo, mas o pessoal do Tupinambá fez forte pressão para que eu ficasse. Não resisti e continuei no Tupinambá por mais um ano. Ganhamos do Vila Inah, o bamba daquele tempo, por dois a zero, dois gols de minha autoria. Quase no final daquele campeonato, enfrentamos e goleamos o vizinho Nacional por 5×1. Jogo inesquecível para mim pois marquei nada menos do que quatro gols, de cabeça, no campo do adversário. Surpreendentemente, toda a comissão técnica do Coritiba estava lá assistindo o jogo e novamente rumei para o Alto da Glória. Já com 19 anos de idade, eu deveria fazer a estréia no "Glorioso" contra a equipe do Água Verde, jogo pela Copa Tribuna, mas não pude entrar em campo por causa de uma suspensão de um jogo da 3.ª divisão. Minha estréia aconteceu num amistoso preliminar de profissionais. Ganhamos de cinco a zero, todos os gols meus.

Convocado para a Seleção Paranaense de Juvenis, no primeiro amistoso vencemos por dois a zero e eu fiz os gols que asseguraram a posição de titular. Disputamos o brasileiro de seleções em Belo Horizonte (MG), onde consegui a façanha de ser o primeiro paranaense a fazer gol no Mineirão em jogos oficiais. O gol aconteceu contra a seleção gaúcha. Na volta do campeonato brasileiro, São Paulo e Flamengo sondaram a possibilidade de me contratar, mas como tinha contrato de "gaveta" com o Coritiba, fui profissionalizado, mas com a chegada de craques famosos como Kozilek, Servílio e Coutinho, que vieram do Jandaia para reforçar o Coritiba, resolveram me emprestar para o Britânia, em 1968, onde tivemos uma grande apresentação diante do Atlético, o famoso "Furacão da Baixada". O empate na Vila Capanema praticamente tirou o rubro-negro da disputa do título.

Tive grandes amigos no "tigre" como Dílson, Nire, Kermes, Bídio, Antero, etc. Quando acabou o empréstimo, voltei para o time Coxa, mas não tive melhores oportunidades e resolvi reverter para o amadorismo, voltando para o Tupinambá em 1974, que me acolheu como filho pródigo. Fiz um bom campeonato. No ano seguinte passei para o rival de bairro, Nacional. Por coincidência, disputamos o título com o Tupinambá e saímos vencedores. No mesmo ano, disputei a Copa Arizona pelo time dos Desavergonhados do Zé Domingos. Como curiosidade, nos títulos conquistados fui o autor dos gols da vitória.

Em 1980 parei como jogador de futebol, iniciando a carreira de técnico, dirigindo o Nacional. Fazendo boas campanhas, jogando de igual para igual com os famosos times do Trieste, Iguaçu, Ipiranga, Santa Quitéria e outros, mantendo o time no mais completo amadorismo. Em 1982, Rubens Melantônio me convidou para dirigir o time de juniores do Colorado. Formamos uma grande equipe. Perdemos para o Coritiba na decisão da Copa Tribuna apenas pelo saldo de gols. Fui técnico do São José, bicampeão da Liga, com Galdino Rattmann (já falecido). Hoje faço parte do Clube dos XV, mantendo-me sempre por dentro do futebol. Sou torcedor ferrenho do Coritiba FC."

Nome completo: Marcos Antônio Palmeiro de Lima (Marcos Lima). Nascido em Curitiba dia 15 de novembro de 1947 (57 anos). Casado com Dona Elva Terezinha de Lima. Filhos: Gisele, Marcos Jr. e Marcelo. Posição: tacante.

Copa Tamandaré

Grupos para a 2.ª fase que vai começar em janeiro: Grupo I: Independente, União Ahu, Renovicente, Kapot e Tupã. Grupo II: Peruggia Bairro Alto, Capinzal de Itaperuçu, Íbis (Piraquara), Expressinho Itatiaia e Vasco da Gama. Grupo III: Xaxim, União Quatrobarrense, Pioneiro (Campo Magro), Santiago (Pinhais) e Talento (Rio Branco do Sul). Grupo IV: Quatro Barras/Madeireira, Rocio, Ana Terra, Vila Torres e Roça Grande.

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