O atual rei Momo do Carnaval curitibano, Jipão, teve muitos anos de glória como jogador de futebol, defendendo várias equipes amadoras e até profissionais. Naquela época, suas condições físicas eram excelentes para xerifar o sistema defensivo, não dando chance para qualquer atacante chegar perto do gol. Um grande zagueiro. Ele conta assim sua história para o colaborador Mussum:

O começo

“Nasci e me criei dentro do campo do Bacacheri, o velho Estádio Walfrido do Rosário. Eu era um simples pegador de bolas, por isso tem gente que ainda me chama de gandula. Ao

completar 10 anos, tive minha chance de jogar na zaga do time-de-leite do Bacacheri, em 1965. Em 1968 fui para o infantil do Britânia. Técnico, Miro; auxiliar, Sisico e preparador físico, Nivaldo. Lembro muito bem desses nomes. Fui campeão pelo “Tigre” em 1960, ainda na categoria infantil.

Em 1971 tive a satisfação de ingressar no Água Verde, participando pelo campeonato de juvenis. Foi o Sisico que me levou para o time de Orestes Thá, sendo orientado pelo Amilton Nofke e professor Anura. Em 1973, já com o nome de Pinheiros, ainda com Sisico e o preparador Nivaldo, fui campeão da categoria.

Atuei também na Liga dos Minérios, defendendo o Elite FC, campeão daquela temporada.

Copa Tribuna

Em 1974, sob o comando de Amilton Nofke, participei da Copa Tribuna, onde ganhamos o título. Fui várias vezes aproveitado pelo técnico José Carlos Bauer para compor o banco de reservas do time de adultos. No final do ano, fui emprestado para o Umuarama, tornando-me profissional com apenas 19 anos de idade. O técnico do Umuarama, Iraci Martins, deu toda a atenção para o meu futebol. Terminado o empréstimo, voltei para o Pinheiros em 1975.

Desejava voltar a jogar pelo Elite na Copa Folha de Tamandaré, mas o coordenador Leônidas Dias descobriu minha condição de profissional e não permitiu meu registro. Em 1976 fui campeão do Torneio Incentivo pelo Pinheiros deixando o trio de ferro para trás. Em 1977 fui emprestado para o 9 de julho de Cornélio Procópio e de lá, segui para a cidade catarinense de Brusque, para defender o Paissandu. Campeão da repescagem com o técnico Décio Leal.

Gratidão

Devo muito aos técnicos que me acompanharam como professor Miro, Andrade, Hélio Rosa, Ferreira, Lua, Vilela, Geraldino, Sisico, José Carlos, Amilton Nofke e outros. Fui defender o Francisco Beltrão em 1978. No final do ano vim para o Colorado, que era comandado pelo técnico Vilela. Com 23 anos encerrei minha caminhada como o atleta profissional.

Intersindical

Uma seleção milionária representou o Bamerindus no intersindical e eu estava lá, com a faixa de campeão. Fiz reversão de categoria em 1980 assinando com o União Ahu FC. Em 1982 passei a defender o Caxias, conquistando o bicampeonato e o tri, alternado em 1985 no time do Santana. Joguei pelo Imperial do Mossunguê em 1986. No campeonato de veteranos do Leônidas Dias fui bicampeão pelo Vila Hauer (1987 e 1988).

Rei Momo

Em 1994, após longo período longe dos campos, recebi convite para tornar-me auxiliar técnico de Ziquita, no Colombo FC, onde conquistamos vários títulos memoráveis. Ajudei a formar a equipe do Sindicato EC em 1995 e no ano de 1996, incentivado por amigos carnavalescos e por estar com o físico perfeito para a arte mais popular do País, me candidatei e fui eleito rei Momo do Carnaval curitibano. Paralelamente fui colecionando títulos ao lado de Ziquita pelo Colombo FC, fato que me orgulha muito.

Marca que ficou: num jogo Paissandu 1×0 Avaí, no Estádio Orlando Scarpeli, o atleta Lico, do Avaí, me deu um drible desconcertante que me deixou sentado junto à bandeira de escanteio. Para minha felicidade o gol não saiu.

Tenho muitas saudades dos bons tempos em que eu jogava e do saudoso Santana do Caxias. Num jogo Colorado x Pinheiros no Durival Britto, o jogador Augustinho finalizou com tanta força que a bola tocou no rosto do goleiro, causando fratura na face do mesmo”.

Jipão já reina por cinco anos como rei Momo do Carnaval. Conquistou ao longo da carreira nada menos do que 19 títulos desde o infantil até a categoria de veteranos. Nome completo: Emilson Ribeiro Taborda. Nascido em Curitiba dia 8 de julho de 1955 (48 anos). Jogava de zagueiro. 1,80 m de altura.

***

O São Paulo EC fez apresentação de seu elenco para a temporada 2004: goleiros: Ade e Júnior; laterais: Aurélio, Pelezinho, Tigrinho e Wellington; zagueiros: Marques, Odair, Helinho e Rogério Baiano; meio-de-campo: Roberto Ceará, Nenê, Robson Paiva, Espirro, Alisson, Tuti e Maninho; atacantes: Nil, Eduardo, Tolinha e Tula; técnico: Milor Gaúcho; auxiliar: Donizeti; massagista: Tiririca; diretor de futebol, Aramis Pereira. Ontem foram iniciadas as obras de construção da nova cabine de rádio e tribuna de honra no Estádio João Derosso. O São Paulo vem forte em 2004, segundo promessa do presidente Rochinha. Mussum marcou presença na solenidade de apresentação dos jogadores.

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