A carreira do jogador Jackson começou em campinhos improvisados nos bairros do Cajuru e Mossunguê, onde se jogava futebol de pelada . O prêmio para o time vitorioso era uma estatueta de porcelana, que os garotos apelidavam de biscuí. Isso tudo no começo da década de setenta. Jackson conta para o colaborador Mussum a seguinte história:
“Em 1977, numa animada pelada, o Carlinhos, técnico do juvenil do Imperial, me convidou para registrar-me naquele clube do Mossunguê, bem perto de onde eu morava. Disputei todo o campeonato de 1978. No ano de 1984 decidimos o título de juniores com o Caxias.
Perdemos uma e empatamos outra. Fomos vice e eu o artilheiro do campeonato, com 22 gols. Fui defender o Barigüi no ano de 1985, já pela categoria de adultos. Em 1987, levado pelo Boleslau Dranzuk, fui defender o Vila Fani para disputar a Taça Paraná. Perdemos na semifinal para o Palmeiras de Matinhos. Meu primeiro título de campeão aconteceu em 1985, pelo Vila Fani, numa decisão com o Trieste nas penalidades máximas. Tive a honra de marcar a penalidade decisiva. Em 1989 vencemos o time da Loandense na decisão da Taça Paraná e conquistamos também o sul-brasileiro daquele ano.
Em 1990 passei para o Trieste de Santa Felicidade, conquistando mais um título para minha galeria. Voltei a vestir a camisa do Vila Fani em 1991 e fui bi no campeonato amador disputado em pontos corridos, bi da Taça Paraná e bi sul-brasileiro. Em 1.992 perdemos o título de tri para o Iguaçu, mas ganhei o tri da Taça Paraná e do sul-brasileiro. Em 1993 mais um título para o Vila Fani no campeonato amador, ganhamos a super-Taça Paraná em cima do Palmeira, fui artilheiro e chegamos ao tetra sul-brasileiro. Em 1994 mudei de ares, passando a defender o Santa Quitéria (vice).
Na Taça Paraná fomos eliminados pelo Pitanga na fase semifinal. Em 1995 fiz parte do elenco de ouro do Vila Fani, ganhando o penta sul-brasileiro. Nos anos de 1996 e 98 decidimos com o Combate Barreirinha, que foi campeão em cima de nossa equipe. Assinei com o Capão Raso em 1998. Uma decisão memorável com o Vila Hauer e o título ficou com o nosso adversário. Fui vice artilheiro da temporada com dez gols. Ganhamos o torneio-início do ano 2000 e vice do interligas. No interligas de 2001, mais um vice, perdendo a decisão para o Olimpique, bastante reforçado. Disputei o campeonato de masters de 2002 pelo Vila Fani. Não alcançamos o nosso objetivo. Em 2003 fui vice de masters. O título ficou com o Capão Raso. Na atual temporada, defendo a equipe do Ipiranga, que subiu para a divisão especial por ter sido campeã da primeira divisão no ano passado. Marca que ficou: meu primeiro título conquistado pelo Vila Fani em 1988. Tenho saudades dos bons tempos em que a Taça Paraná era disputada apenas por times campeões. Minhas alegrias resumem-se aos títulos conquistados, pelos gols que marquei e por ter sido eleito o atleta do ano em 1996, ganhando o troféu na Ópera de Arame, numa solenidade que nunca esqueço.
Continuo jogando em fase final de carreira. Aponto dois craques da Suburbana que me impressionaram bastante: Flavinho (Trieste) e Nego (Vila Fani). Um fato curioso e lamentável aconteceu no intervalo de um jogo na cidade de Dois Vizinhos, onde elementos armados invadiram nosso vestiário, tentando forçar nossos jogadores a amolecer o jogo na fase final, para que o time local saísse vitorioso.”
Nome completo: Jackson de Mello Queiroz. Nascido em 6 de julho de 1965 (38 anos). Ponteiro esquerdo. 1,75 m. Casado com dona Silmara. Dois filhos: William e Caio. Jackson conquistou até agora 14 títulos. 9 vices e cinco copas dos campeões Levi Mulford.