Depois daquele memorável tricampeonato de 1984/85 e 86, feito apenas alcançado até então pelo Ipiranga, o Trieste F.C. viveu um período bastante longo sem nada para festejar, inclusive afastado por algumas temporadas dos campeonatos oficiais. À beira de um abismo que o levaria ao total desaparecimento, o Trieste ressurgiu das cinzas graças a uma parceria com a Stival Alimentos, que não só permitiu que o time de futebol se agigantasse como também transformou todo o patrimônio no colosso que hoje salta aos olhos. O Estádio Francisco Muraro virou uma grandeza sem tamanho. Apresentado o novo elenco, vindo em sua maioria do Combate Barreirinha, com seu comandante Ivo Petry, o arrojado plano da diretoria frutificou e o tradicional clube, com muito empenho e dedicação, conquistou o título da Divisão Especial. A decisão com o Vila Hauer foi empolgante. Saiu em desvantagem, reverteu a situação para, na prorrogação, sagrar-se campeão.
Resumo do campeonato
Com várias solenidades no estádio do Capão Raso, o campeonato foi iniciado. O time da casa, campeão do ano anterior, recebeu a visita do novo e revigorado time do Trieste. 2×2 o resultado de um jogo sensacional, que ficará na história de nossa Suburbana. Na seqüência, o Trieste enfrentou o Bairro Alto (1×0), Vila Fani 3×1, Santa Quitéria 10×0 (maior contagem), São Paulo 4×2, Iguaçu 3×0,Urano 1×1, Olimpique 5×0, Combate 0x0, Vila Hauer 2×0 e Vasco da Gama 6×0. Na 2.ª fase enfrentou o Bairro Alto 1×1, Urano 3×0, Vila Hauer 1×0, Bairro Alto 0x0, Urano 2×2, e Vila Hauer 1×2 (primeira derrota). Fase semifinal: Capão Raso 0x0 e 2×0 (ida e volta). Decisão do título: Vila Hauer 0x1 e 4×1.Prorrogação: 2×1.
Jogos realizados: 95. Gols: 337. Média: 3,6 por jogo. Locais: 13. Mais vezes: Donato Gulin, na Vila Hauer, 11 vezes. Árbitros: 16. Mais vezes: Leomir França Cuque, 13 atuações. Artilheiro: Nika, então do Capão Raso, com 21 gols. Goleiro menos vazado: Marcelo Valença, do Trieste.
No quadro, todos os resultados verificados no campeonato da Divisão Especial em 2006.