Numa carreira de 15 anos no amador e no profissional, Luiz Carlos (Castorzinho) nunca foi expulso, primando sempre pela máxima disciplina dentro e fora de campo, exemplo digno de ser imitado.
Ele conta sua história ao colaborador Mussum:
"Vindo de Santa Catarina, cidade de Caçador, com apenas dois anos, meus pais fixaram residência na Vila Centenário, onde passei a infância e a adolescência. Comecei a jogar bola num time chamado Jardim Natália, fundado e coordenado pelo meu pai Lauro. Subi do segundo quadro para o time principal como um relâmpago. Em 1977, ingressei no Colorado (categoria dente-de-leite), obedecendo o comando do técnico Ernesto Marques. Fui subindo de categoria até profissionalizar-me no Colorado da Vila Capanema. Quando ainda estava nas categorias de base, participei de um campeonato varzeano pelo Centenário, obtendo meu primeiro título de campeão. Fiz jogos esporádicos pelo Guarani de Santa Helena, porque gostava muito de jogar futebol e não desprezava nenhuma oportunidade. Em 1986, como profissional, atuei pelo Colorado com o técnico Munir Caluf. No final do ano fui emprestado para o EC Passo Fundo, do Rio Grande do Sul. Com o técnico Sérgio Poletto sagrei-me campeão gaúcho daquele ano. Em 1987, voltei para o Colorado para, no segundo semestre de 89, seguir até o estado de Sergipe para defender o Itabaiana. Disputamos o título de 1990 e ficamos com o vice-campeonato. Novo empréstimo aconteceu em 1991. Sob o comando do técnico Hélio dos Anjos fui campeão do interior gaúcho pelo Juventude de Caxias do Sul. Tive boa participação no campeonato brasileiro da série B. Retornei ao futebol paranaense em 1992, ficando à disposição do técnico Pedro Pradera, no Foz do Iguaçu. Disputei o campeonato catarinense de 1993 jogando pelo Santa Cecília. Em 1994, joguei pelo União da Vitória no primeiro trimestre e depois defendi o Internacional de Lages. Fui campeão da repescagem. Voltando para Curitiba, o Colorado já com o nome de Paraná Clube, fruto da fusão com o Pinheiros, me acolheu, porém uma infecção num dos pés obrigou-me a fazer cirurgia que me afastou dos gramados durante vários meses. Foi quando resolvi encerrar minha carreira no futebol profissional. Em 2002, a convite de amigos que compunham o elenco de másteres do Renovicente, aceitei disputar o campeonato daquela categoria, revertendo para o amador. Disputamos a final com o Capão Raso. Vencemos a primeira partida na casa do adversário, mas perdemos no jogo decisivo em nosso próprio reduto, ficando com o vice-campeonato, e eu me tornei o artilheiro com 18 gols. Defendi o time máster do Caxias em 2003, obtendo o 3.º lugar e novamente artilheiro com 11 gols. Em 2004, joguei pelo Vila Fani. Perdemos a decisão para o Capão Raso na prorrogação. Mais uma vez me tornei artilheiro com 18 gols.
Fato inusitado
Em 1990, pelo campeonato sergipano de profissionais, com a delegação do Itabaiana fizemos uma viagem para enfrentar o Amadense. O ônibus quebrou no caminho e todo o elenco teve que seguir viagem em carro de bois, que também quebrou. Nossa salvação foi a passagem de um caminhão com os chamados "paus-de-arara". Mesmo apertados, com muita gente no veículo, chegamos a tempo para o jogo. Apesar de tudo, saímos vitoriosos".
Títulos conquistados:
1981 – Campeão varzeano pelo Centenário.
1986 – Campeão gaúcho pelo E.C. Passo Fundo.
1990 – Vice sergipano pelo Itabaiana.
1991 – Campeão gaúcho pelo E.C. Juventude de Caxias do Sul.
1994 – Campeão catarinense pelo Internacional de Lages.
2002 – Vice-campeão de másteres pelo Renovicente.
2003 – 3.º colocado máster pelo Caxias.
2004 – Vice de máster pelo Vila Fani.
Nome completo: Luiz Carlos Ferreira (Castorzinho), nascido em Caçador (SC) dia 9 de maio de 1965. Posição: meia-atacante.