Torcedor do Vila Fani, Da Silva, apenas no final de carreira é que teve a chance de vestir a camisa alvirrubra do seu time de coração. Sua história se resume na entrevista concedida ao colaborador Mussum:
"Meu pai era presidente da Liga e caseiro do Estádio José Eleutério da Silva, pertencente à Platinense, em Santo Antônio da Platina. Foi lá que eu morei até completar onze anos, acompanhando de perto o futebol lá do Norte Velho. A mudança de meus pais para Curitiba ou, mais precisamente, no bairro do Boqueirão, me deu oportunidade para jogar futebol com a molecada de minha idade nas canchas de areia da Praça do Carmo. Corria o ano de 1981, quando eu e meu companheiro Bina fomos conversar com o professor Amiton Nofke, no EC Pinheiros na Vila Olímpica. Fomos bem recebidos. Passei nos testes e fui efetivado no elenco infanto/juvenil.
Primeiro título
Em 1982 fui convocado para integrar a seleção paranaense infantil, ficando à disposição do técnico Alzemiro Bueno (Miro). Pelo time juvenil do Pinheiros conquistei meu primeiro título sob o comando do Amilton Nofke e eleito, entre outros, como destaque da temporada. Em 1984 fiz parte da seleção juvenil que foi disputar o Brasileiro de Seleções. Conseguimos o vice-campeonato da categoria. Em 1986 meu nome foi citado como um dos melhores da temporada. O técnico do ano foi Sérgio Ramirez. Pela Seleção de Curitiba em 1987, disputei os jogos abertos de Paranaguá ficando com a 3.ª colocação e pelo Pinheiros, com o técnico Tico, fui campeão da Copa Tribuna e outros torneios. O técnico Cláudio Duarte me escalou para alguns jogos de profissionais, inclusive minha estréia foi justamente contra a Platinense, que eu conhecia muito bem. Fui profissionalizado em 1988. Técnico do Pinheiros na ocasião era o conhecido Otacílio Gonçalves. Eu tinha sido convocado para fazer parte da seleção de juniores que iria disputar um torneio internacional no Japão. Ao chegar no aeroporto fui informado que não poderia ir por ter contrato de profissional. O Fluminense pretendia meu concurso para disputar o campeonato carioca de futebol, mas não houve o acerto final e retornei para Curitiba. Em 1985 a diretoria do Pinheiros liberou meu passe para o Colorado. Fiquei à disposição do técnico Paulo Vecchio e depois Ari Marques. Não foi cumprido o acordo combinado e fui emprestado para disputar a 2.ª divisão de profissionais pelo Japurá.
No segundo semestre voltei ao Pinheiros. Em 1990, o zagueiro Setúbal me levou para o Trieste, embora minha vontade fosse jogar no Vila Fani, time de minha preferência. De Santa Felicidade, me desloquei até Colombo, onde fui campeão pelo time do mesmo nome. Em 1991 me transferi para o Rio Grande do Sul a fim de defender o Linha Brasil (3.º colocado no campeonato gaúcho), ao lado de Tarcísio e Laguna. Voltei para o Trieste e disputamos a final do Sul-brasileiro com o Vila Fani. Ficamos vice, mas fui eleito pela crônica local como o melhor jogador daquela competição.
Em 1992 joguei pelo Capão Raso e no final do ano segui para o Rio Grande do Sul para defender o Vila Rosa. Ao lado do Newmar fui campeão gaúcho de amadores. Retornei ao futebol amador de Curitiba ingressando em 1993 no Vila Hauer. 1995 passei pelo União Ahu. Em 97 fui tricampeão dos gráficos. Campeão na Liga de Araucária pelo União Itália em 1999. No campeonato do Sesi de 2000 defendi a New Hubner (campeã), e 3.º lugar no campeonato dos metalúrgicos.
A convite da diretoria do Vila Fani, participei em 2003 do campeonato da divisão especial com a camisa que eu desejava tanto vestir. Sofri uma grave contusão e fiquei afastado algum tempo, passando para o time de másteres (vice-campeão). Disputei a copa sesquicentenário onde fomos eliminados pela seleção amadora. Em 2004 fiz a final pelo Capão Raso contra o Combate Barreirinha (vice), e no campeonato de másteres, pelo Fani, por ironia do destino fizemos a final contra o Capão Raso. Perdemos a decisão na prorrogação.
Marca que ficou: No jogo Seleção Paranaense 1×1 Seleção Paulista, na preliminar de Guarani x Ponte Preta, fiz o gol de empate para a nossa seleção, que disputou a final e ficou em segundo lugar. Fato curioso: Minha estréia no profissionalismo foi justamente contra a Platinense, cidade onde eu nasci e a casa onde eu morava ficava dentro do estádio. Meu pai era o caseiro. Consegui 12 títulos.
Nome completo: Carlos Alberto da Silva (Da Silva), Nascido em Santo Antônio da Platina dia 26 de janeiro de 1968 (36 anos). Posiçao: Volante.
Um grupo de desportistas está se organizando para sensibilizar o presidente Juarez, tentando trazer de volta às atividades o tradicional União Barigüi, transformado em Barigüi Seminário e que está licenciado junto à FPF. E o belo estádio às moscas.