Copa Paraná sem campeão

Tudo estava preparado para uma grande decisão. Depois do empate no jogo de ida, em que a arbitragem, disciplina e comportamento das torcidas foi exemplar, esperava-se que o mesmo acontecesse no jogo de volta, realizado na aprazível noite de quarta-feira, no Estádio Donato Gulin. As solenidades que antecederam ao grande jogo, transmissão inédita da FPFTV, tudo levava a crer que teríamos um grande espetáculo de futebol. Infelizmente, a final foi bastante tumultuada, aliás, somente será conhecido o campeão após a entrega do relatório do árbitro Anderson Scátola, filho do consagrado ex-árbitro Ivo Tadeu Scátola. Ele apitou uma penalidade máxima aos 6 minutos da prorrogação contra o time visitante e a torcida e jogadores do Santa Quitéria se revoltaram contra sua atitude. Ele e os dois auxiliares se recolheram aos vestiários, talvez aguardando a presença de policiais que não chegaram, infelizmente. Era quase meia-noite quando o campo ficou vazio e a tristeza de todos pela noite perdida, sem que ficasse conhecido

o verdadeiro campeão da competição, tão bem organizada pela Associação Paranaense do Esporte, presidia pelo competente desportista Leonides Dreveck, que estava lá preparado para entregar o troféu aos vencedores. Como se sabe, o campeão terá acesso direto à próxima Taça Paraná.

Como foi o jogo

O Independente, melhor distribuído em campo, não teve muita dificuldade para estabelecer, ainda no primeiro tempo, a vantagem de dois gols a zero (o ponteiro canhoto William foi o autor dos dois gols aos 12 e 28 minutos). A rigor, o Santa Quitéria teve apenas uma oportunidade em toda a primeira fase, aliás convertida pelo jogador Vinícius, porém em posição irregular, apontada pelo auxiliar Claudisson de Lima. No segundo tempo, o Santa Quitéria voltou com maior disposição, chegando no último quarto de hora a dominar completamente o jogo, aproveitando-se do fato de o adversário ter ficado reduzido a dez jogadores (Giba foi expulso). O empate acabou acontecendo com gols de Zico e Vinícius. Momentos antes, o auxiliar Ricardo Soares da Rocha foi visado pelos torcedores do Santa Quitéria porque não considerou gol uma bola que tocou no travessão e caiu no solo (para uns, dentro do gol e para outros, em cima da risca). O jogo teve mais ou menos quinze minutos de paralisação, quando o jogador Edinílson, que havia sofrido uma pancada casual no primeiro tempo, voltou a sentiu e caiu, desfalecido, no gramado. precisou ser retirado e conduzido a um hospital pelo Siate, após receber primeiros socorros pelo Emerson, dentro do campo. Este fato, ao que parece, abalou o ânimo de seus companheiros de equipe.

Penalidade na prorrogação

Logo aos seis minutos da prorrogação, o Independente, que voltou melhor, lançou uma bola em direção à área adversária. Queda de dois jogadores e o apito do árbitro determinando penalidade máxima, contestada pela torcida visitante. Os jogadores foram para cima do árbitro e a penalidade não foi executada. Abacaxi para os organizadores resolverem. Somente o árbitro poderá informar se houve ou não expulsões. O presidente do Independente, Taício, acredita que seu clube será proclamado o campeão por motivo de o adversário não ter permitido a cobrança da penalidade máxima.

Detalhes técnicos

Jogo: Independente 2×2 Santa Quitéria. Decisão da II Copa Paraná. Estádio Donato Gulin. Árbitro: Anderson Scátola. Aux.: Claudisson Lima e Ricardo Soares Rocha. 1.º tempo; Independente 2×0, gols de William. Final: 2×2: Zico e Vinícius (P). Independente: Rogério, Salário, Juninho, Paulo Sérgio Poca, Giba (exp.), Ede, Dirceu, Edenilson (Paulinho) (Anderson), Miller e William. Técnico: Neguinho. S. Quitéria: Jonas, Bruno, Zico, Popçó, Osmar (Rodrigo), Eduardo, Vinícius, Alex, Vanderlan (Luciano) e Latino (Tupã). Técnico: Dino e Goiaba. (Marco Aurélio, Jura Senna, Mondrone e Daniel Waldrigues responderam pelas apresentações da FPFTV durante todo o inacabado jogo).

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