Difícil encontrar alguém que não associe o nome de Bepite com o Iguaçu de Santa Felicidade. Ele mesmo conta para o Mussum a seguinte história:

– ” Nasci e me criei no bairro de Santa Felicidade com as cores da flâmula do Iguaçu desenhada no coração. Nunca joguei futebol de campo, mas a paixão pelo clube me fez um seguidor do glorioso alvinegro em todas as praças de esporte que o Iguaçu jogava.

Aos 23 anos, na gestão do presidente Antônio Ribeiro, ano de 1959, eu, com a função de roupeiro, tive a primeira alegria de ver o meu time campeão, numa decisão acirrada com o Trieste. No ano de 1960 passei a ocupar o cargo de diretor de futebol, gestão do presidente Reinaldo Manosso.

Em 1961 ganhamos a copa Emilio Schiller. No ano de 1962, outra decisão com o Trieste e a volta olímpica no Estádio Belfort Duarte (Alto da Glória). Em 1963, acumulando funções, inclusive de técnico, decidimos o título com o Real. Perdemos numa tarde chuvosa por 3×1. Dois títulos aconteceram em 1966: campeão de aspirantes e, sob meu comando, o time titular derrotou o Trieste no Estádio Centenário do Ahu, com um gol de cabeça do matador Bozza.

Feito repetido com o time de aspirantes em 1967. E os titulares venceram na final o Bacacheri por dois a zero, no Centenário, chegando ao bi (invicto), para minha alegria. Presidente na época o Antônio Trevisan. Em 1969 com José Manosso no comando, fizemos mais uma decisão com o Trieste.

Dessa feita, o rubro-verde foi o campeão. Fui aclamado presidente do Iguaçu em 1972. Mais um vice na decisão com o Trieste. Em 1973 juntamente com o Aleixo Soares Pinto e o técnico Pardais, fomos para mais uma decisão, dessa feita com o Santa Quitéria.

Vitória no último jogo por 3×0 e o título era nosso. Pela Taça Paraná tivemos que decidir em Cambará contra o Municipal, local. O título veio com dois gols de Padreco bem no dia de reis. Em 1977, com o técnico Mário Rosseto, ganhamos a decisão com o Trieste, quebrando uma série de títulos do nosso adversário.

Perdemos, entretanto, nas penalidades, a Taça Paraná numa disputa com o Demafra de Paranavaí. Em 1979 iniciamos uma fase de vice-campeonatos. O título ficou com o Ipiranga. Voltei para o cargo de técnico em 1980 e decidimos novamente com o Ipiranga. Perdemos na prorrogação. Em 1981 o técnico era o Algaci Túlio e fomos decidir mais um título com o Capão Raso, no campo do Atlético. Nosso rival venceu nas penalidades. Terceiro vice consecutivo. Voltei para o comando técnico em 1990 para tentar recuperar a hegemonia do futebol suburbano.

Ganhamos a Copa Pinheirão e passei o comando técnico para Algacir Martins, que comandou no time em outra decisão, com o Vila Fani. Mais um vice. No ano seguinte as coisas não mudaram.

Deu Vila Fani em cima do Iguaçu. Finalmente, em 1992, já cansado de tantos vices, o Iguaçu foi para cima do Vila Fani e conquistou o título máximo. Santa Felicidade fez muita festa pela reconquista do título. Em 1995, com Sérgio Caporasso no comando técnico e eu na função de diretor de futebol, levamos o Iguaçu para mais uma decisão, dessa feita contra o Vila Hauer.

Para nossa infelicidade, o jogador Marinho pegou um rebote da zaga e fez o gol que nos tirou o título. No ano de 2000 com Jadir Setti na presidência fui empossado como vice. O time atualmente vem sendo conduzido com muito acerto, mas com pouca colaboração, pelo desportista José Navarro, o popular Jandaia. O origem de meu apelido Bepite vem do italiano Bepe (José) transformado em Bepite porque eu era magrinho. Um fato lamentável aconteceu na história do Iguaçu.

Em 27 de junho de 1982, um vendaval destruiu parte da sede e quase todo o patrimônio do Iguaçu foi atingido”.

Nome completo: José Toaldo Sobrinho. Nascido em Curitiba, dia 17 de maio de 1936. 67 anos. Já comemorou 10 títulos e 9 vices. Uma história repleta de sucessos.

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