Devotando muito amor ao clube que defendeu como jogador, técnico, diretor e até presidente, o conhecido Maco tornou-se figura muito querida em nosso futebol, e principalmente, no simpático Ipiranga FC. Em sua narrativa ao repórter Mussum, Maco resumiu assim a sua história futebolística:

“Com apenas 15 anos, comecei a gostar do futebol, jogando pelo time juvenil do Ipiranga, na posição de goleiro. Gostaram tanto de minhas atuações que permaneci no elenco de 1958 a 1961. Ganhei destaque no Ipiranga, e fui procurado para guarnecer a meta do Atlético, onde obtive o bicampeonato da categoria de juniores: 1962 e 1963. Passei para o profissional do EC Água Verde em 1964, no meu primeiro ano de adulto. Em 1965, fiz a reversão para amador, jogando na Suburbana pelo CE Belmonte, campeão do Torneio Acep e do torneio-início em 1966. Aceitei convite para retornar ao Ipiranga no ano de 1967, jogando por três anos consecutivos no time principal. Saí em 1970 para a Região Metropolitana, para defender o Internacional, de Campo Largo, no ano do centenário aquele município. Decisão com o União Ferraria, e mais um título para minha coleção. Voltei para o Ipiranga em 1972, jogando como titular até 1975, quando resolvi encerrar a carreira de jogador. Dizem que eu fui um bom goleiro. Até que me esforcei bastante para que isso acontecesse. Tomei posse como diretor do Ipiranga no ano de 1976 e a partir de 1978 assumi o cargo de treinador da equipe principal, sendo campeão da temporada. Passei a diretor de futebol, trabalhando ao lado do técnico Wellington Faria Ramos, onde repetimos o feito por mais dois anos, ganhando o inédito tricampeonato, e vice da Taça Paraná. Essa façanha foi escrita com letras de ouro na história do Ipiranga FC. Fui aclamado presidente do Ipiranga, em Assembléia Geral realizada no ano de 1996. Para minha alegria, naquele ano o técnico Marquinhos me presenteou com o título de campeão de juniores. Deixei a presidência em 1998, indo ocupar o setor financeiro como tesoureiro-geral, por puro amor ao clube. Em 2003, após dois anos de licenciamento junto à FPF, o Ipiranga voltou cheio de esperanças e foi logo conquistando o título da 1.ª divisão e o direito de participar novamente da divisão especial de amadores em 2004, conquistando, inclusive, o título de campeão dos campeões, levando o Troféu Levi Mulford para a galeria existente na sede da Rua Silveira Neto, num confronto direto com o Combate Barreirinha.

Marcas que ficaram

O campeonato do centenário da cidade de Campo Largo, pelo Internacional e o tricampeonato amador de Curitiba, pelo Ipiranga.

Saudade

Do grande zagueiro Vadjo, meu melhor amigo dentro e fora dos gramados.

Fato curioso

Em 1989, ano em que o Ipiranga sagrou-se campeão, num jogo com o Trieste em Santa Felicidade, já nos descontos (50 minutos), o árbitro marcou penalidade máxima contra o Ipiranga. Flavinho bateu e Júlio César defendeu. Mandou repetir e o diretor Bene invadiu o campo, não permitindo a nova cobrança. Ficou tudo como se nada houvesse acontecido, porque, a súmula que apareceu segunda-feira na federação dava o jogo como encerrado com zero a zero no marcador.

Resumo

Maco registrou em sua carreira nada menos do que dez títulos conquistados pelo Atlético (categoria de juniorees), Belmonte, Inter de Campo Largo e Ipiranga, seu clube de coração e que é motivo de muito orgulho.

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