Agora conta: você é viciado em internet?

Comecei o texto de hoje após atender um paciente inusitado, cuja principal queixa era o vício pelas coisas da internet.

Após ganhar as contas nas três últimas empresas pelas quais passou (dispensado em todas pela baixa produção no serviço), ele decidiu mudar sua vida. Sabe como? Simples, exigindo um encaminhamento médico para a previdência social, para solicitar os benefícios do auxílio doença.

Não sei se o vício pela tecnologia seria motivo para ser encostado ou até mesmo aposentado, mas certamente tem crescido o número de dependentes digitais.

Ninguém discute os benefícios da tecnologia. Pelo contrário. Contudo, é preciso refletir sobre o excesso do seu uso e as consequências disso para nossa saúde.

Troca de e-mails, bate-papo com os amigos, manutenção da rede social, publicação de textos, jogos, paquera online, compartilhamento de fotos… segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, 87% dos brasileiros utilizam a internet no ambiente de trabalho para uso pessoal.

Outra pesquisa, aplicada pela empresa Triad PS, revela que muita gente gasta duas, três, cinco até sete horas (sete horas!) de trabalho enrolando no computador ou celular.

Muitos defendem a liberdade digital, mas não percebem que os exageros podem nos afundar no trabalho, nos estudos, em nossas relações familiares e até em nossa própria saúde.

Espero que seu patrão não leia nosso texto online de hoje e, principalmente, espero que ele não apanhe você fazendo o mesmo.