De cair o queixo

Essa vai para os que insistem em circular por Curitiba com a janela do carro escancarada.

Izabel estava em horário de almoço, na região do Largo da Ordem. Ela já tinha pago algumas contas e agora voltava sem pressa para o escritório. No conforto do seu carro, uma música baixinha dava um ritmo que combinava com a tarde ensolarada.
Foi quando tudo escureceu.

Ao parar no sinaleiro, ela sentiu um forte soco seguido de um apagão momentâneo. Em segundos, foi agredida, arrancada do veículo e jogada de qualquer jeito na rua de paralelepípedos. Quando começou a entender que haviam acabado de roubar seu carro, uma dor absurda a fez descobrir desesperada que não conseguia fechar a boca.

Trazida ao pronto-socorro, ela foi encaminhada direto para a radiografia, o que revelaria tratar-se de uma luxação bilateral de mandíbula. Isso significa que seu maxilar inferior havia se desprendido por completo do resto do crânio.

Olhando aquele raio-x, até eu fiquei de boca aberta.

Nem sempre é fácil colocar a mandíbula em seu lugar. Muitas vezes é necessário anestesiar o paciente no centro cirúrgico e realizar um procedimento chamado “redução”. Depois disso, a recuperação costuma ser dolorosa, com desconforto e dificuldade de deglutição.

Então, que tal inovarmos uma vez na vida e aprender com o erro dos outros?

Numa cidade em que – entre furtos e assaltos – 25 veículos somem todos os dias, me parece lógico sermos reféns da violência.
Em poucas palavras, acredite, os bandidos estão livres por aí.

Nós não estamos.

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