Metade dos divórcios no Brasil tem como causa problemas financeiros entre o casal. O mundo mudou, o mercado de trabalho mudou e os papeis do casal também. Até meados do século passado, eles eram claros: a mulher da porta da casa para dentro, como cuidadora, o homem da porta da casa para fora, como provedor.

Com o feminismo e a ida das mulheres para o mercado de trabalho, os papéis se misturaram. Mesmo assim, o casal não fala sobre isso. Ele só discute sobre isso. O casamento, tirando o lado afetivo, não difere muito de uma empresa. Tanto é assim que se chama sociedade conjugal e é muito importante conhecer como seu sócio se relaciona com o dinheiro.

Basicamente, todas as pessoas podem ser classificadas em cinco perfis financeiros: os poupadores, os gastadores, os descontrolados, os desligados e os financistas. Estes últimos são os que não só poupam como sabem fazer o dinheiro render mais. A combinação destes perfis, dentro de um casamento, pode resultar em um sucesso ou em um desastre. Vejamos!

Poupador e Gastador: Enquanto um quer poupar o outro gasta. O gastador deve aprender a poupar.

Poupador e Descontrolado: O poupador remará sozinho para realizar os sonhos em comum.

Poupador e Desligado: Desligados entendem a necessidade de poupar. Se beneficiam da disciplina e organização do poupador.

Poupador e Financista: Esta união tem tudo para resultar em sucesso financeiro.

Gastador e Descontrolado: Caos financeiro, comprometendo a renda do casal. Enquanto o gastador consome os recursos sem formar reservas, o descontrolado vai mais longe, gastando além da conta.

Gastador e Desligado: Como o desligado não liga para dinheiro, o gastador vai impor seu ritmo. Pode não haver conflitos, mas haverá dificuldade para fechar as contas.

Gastador e Financista: Se o equilíbrio entre razão e emoção for mantido, o casal será capaz de aproveitar a vida e ainda formar reservas financeiras.

Desligado e Descontrolado: Com os altos gastos do descontrolado e a falta de disciplina do desligado, nunca conseguirão acumular riqueza.

Descontrolado e Financista: Um horizonte recheado de conflitos aparece no futuro do casal. O financista terá que ter métodos criativos para limitar a vontade de consumir do descontrolado.

Desligado e Financista: O financista tende a tomar o controle das finanças. Desde que o financista não seja excessivamente controlador, o relacionamento tende ao sucesso financeiro.

Claro que não se escolhe o parceiro por seu perfil financeiro. Então, qual seria a fórmula ideal para as finanças dos casais? Resposta: não há. Mas há a estratégia ideal: diálogo, sempre. E planejamento financeiro familiar. Uma equação que dá certo é: despesas do lar devem ser compartilhadas proporcionalmente ao ganho de cada um.

Investimentos de curto prazo, como uma reserva para emergência, problema de saúde ou desemprego temporário também – assim como investimentos de médio prazo, como para trocar o carro do casal ou uma viagem ao exterior.

Para tudo isso, o casal deve depositar 80% da renda líquida numa conta conjunta.

Dos 20% restantes, 10% cada um gastar como quiser e os outros 10% é para o longo prazo, para a aposentadoria. Este é um projeto individual, o dinheiro não pode ser misturado, pois casamentos podem ser desfeitos e, quanto mais próximo da aposentadoria, pior para recuperar o tempo perdido.