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Dar mais aos mais pobres

  • Por Renato Follador
Pixabay

O governo federal, há alguns anos, adotou uma política de dar aumento real, acima da inflação, ao salário mínimo. Uma forma de diminuir a distância entre os maiores e o menor salário do trabalhador.

Após a aprovação da Constituição Federal de 1988, as aposentadorias foram reajustadas para voltar ao número de salários mínimos que representavam na época da concessão. A partir daí, passaram a ser corrigidas somente pela inflação anual, o INPC, para não perder o poder aquisitivo, mas foram desvinculadas do salário mínimo.

Dessa forma, quem em 1970 contribuía pelo máximo do INSS se aposentava com 20 salários mínimos. Caiu para 15 salários em 1989, 10 em 2004 e, hoje, ninguém ganha mais do que 5,9 salários mínimos. Por lei, este é o teto do INSS: R$ 5.645,81.

Observaram, a queda das aposentadorias em número de mínimos é permanente.

Os trabalhadores se iludem: a lei não garante um valor constante em número de salários ao longo da aposentadoria.

Entretanto, não pode haver aposentadoria menor que um salário.

Resultado: temos dois reajustes nas aposentadorias. As de um salário seguem o mínimo e as de valor maior, o INPC.

A aposentadoria igual a um salário é corrigida pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Já, as de mais de um salário, tem só o reajuste da inflação medida pelo INPC.

Resumo: não é que os aposentados que ganham mais estejam perdendo dinheiro, são os aposentados que ganham só um salário que estão ganhando mais.

Mas é verdade que, em número de salários, os que ganham mais recebem cada vez menos.

Esta política acaba em 2019, mas pode ser prorrogada por lei.

A decisão é continuar ou não a diminuir a distância entre os maiores e menores salários? Dar ou não mais aos mais pobres? Porque não tem dinheiro para dar mais a todos e o impacto na previdência social é enorme.

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5 Comentários em "Dar mais aos mais pobres"


Evelyn Costa
Evelyn Costa
14 dias 6 horas atrás

Uma pergunta, e como fica a aposentadoria de políticos, funcionários públicos e militares? Acredito que recebam 100% do salãrio mais as falcatruas feitas para engordar esses? Nós é que pagamos essa roubalheira, a previdência deveria ser igual pra todos, isonomia já…………….

JOAQUIM  TEIXEIRA IRA
JOAQUIM TEIXEIRA IRA
13 dias 22 horas atrás

Não caia no engôdo do Amoedo, do Alckmin e do Meirelles, Evelyn. Funcionários públicos contribuem pelo todo que ganham e não pelo limite de R$ 5,845 como os funcionários privados. Tem que haver uma migração deles para o plano geral, mas não podem perder tudo que pagaram. Seria justo?

Maycon Silva
Maycon Silva
13 dias 22 horas atrás

Nao ha engodo algum. Se criaram multiplas regras e assim ha excessoes das excessoes, e todos deveriam ficar sobre o mesmo teto financeiro. Enquanto ficar essa historia de perder meus direitos o pais continua na m…

Anderson ....
Anderson ....
13 dias 21 horas atrás

Quem entrou no funcionalismo público federal a partir de 2013 já está na mesma regra do setor privado: Teto de R$ 5645 pagando INSS proporcional a isso

Samid Oilisab
Samid Oilisab
13 dias 2 horas atrás

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