Mais uma pesquisa, mais uma vez a mesma história. Para ser mais rigoroso, se houve alguma alteração na pesquisa do instituto Vox Populi para a Prefeitura de Curitiba divulgada na terça-feira, houve na queda da candidata Gleisi Hoffmann (PT), que perdeu um quarto de seu eleitorado, caindo de 16% para 12%. O líder, o prefeito Beto Richa (PSDB), mantém o firme caminho para a reeleição com incríveis 73% – é o índice mais expressivo do País na atualidade.

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Neste vôo de cruzeiro que vem sendo a campanha de Beto Richa, alguns detalhes podem ser percebidos. Assim como outros candidatos populares (como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva), o atual prefeito de Curitiba parece “imune” a críticas e “denúncias”. Quanto mais ele é criticado, mais aumenta a sua força e, na mesma medida, aumenta a rejeição de quem critica. O exemplo claro é a própria Gleisi Hoffmann, que começou no estilo “paz e amor”, passou a atacar o prefeito para tentar criar um fato político e acabou voltando à forma antiga quando percebeu que sua rejeição aumentara significativamente.

Beto Richa está descolado dos problemas de Curitiba. Ele próprio admite a necessidade de melhoria principalmente na saúde e no trânsito, e mesmo assim não há competidor que se aproxime nem apresentando as propostas mais eleitoreiras e, ao mesmo tempo, mais inexeqüíveis. Com seu estilo “tocador de obras”, o prefeito está para o eleitor como o único que, neste momento, pode administrar a capital do Paraná.

Mas, por mais que tudo encaminhe para uma fácil vitória no dia 5 de outubro, isto não significa que a eleição está decidida. O ícone maior do PSDB, partido de Richa, sabe bem o que é isso. Favorito na eleição municipal de 1985 em São Paulo, Fernando Henrique Cardoso sentou na cadeira do prefeito (então Mario Covas) às vésperas do pleito. Na hora do voto, deu Jânio Quadros. FHC, que esteve em Curitiba esta semana para aproveitar a popularidade do prefeito de Curitiba, certamente passou este recado a seu jovem pupilo.

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