Hoje, à meia-noite, termina o horário de verão. Neste horário, deveremos atrasar uma hora nos nossos relógios (e aparelhos celulares, controles remotos, telefones sem fio, fornos de micro-ondas e tudo que marcar a hora certa) – portanto, quando for 0h voltaremos para as 23h. E, mesmo que muitos comemorem a volta do horário normal para regularizar os relógios biológicos, o mais importante foi a economia de energia elétrica nestes quase quatro meses.
Em entrevistas, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, demonstra satisfação com o resultado: “Somente no Sudeste, economizamos o equivalente a 65% do consumo do Rio de Janeiro. E no Sul, o equivalente a 85% do consumo de Curitiba”, disse ele, citando a economia de dois mil megawatts apenas no horário de pico (entre as 18h e as 21h). É um resultado expressivo, que diminui a possibilidade de apagões no sistema energético.
E, apesar das manifestações efusivas do ministro das Minas e Energia, é isto que interessa. Os investimentos em energia elétrica do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda não surtiram efeito (quem sabe a partir de maio de 2010, quando a campanha eleitoral esquentar…), e estudiosos pregam que, se nada for feito, no ano que vem corremos sérios riscos de desabastecimento de energia.
Por isso, tudo que for feito em nome da economia, precisa ser feito. Pode parecer pouco, mas cada iniciativa tomada por todos nós ajuda. Menos tempo no banho com chuveiros elétricos (economiza água também), desligar televisores, conversores de TV a cabo, aparelhos de DVD, carregadores de baterias e afins – qualquer uma destas coisas, ou todas elas, vão ser decisivas para que, nos próximos anos, não nos tornemos reféns de apagões.
E se nós, pessoas físicas, podemos colaborar, imaginem as empresas. São idéias simples, que estão cada vez mais sendo aproveitadas pela indústria, e que reduzem sensivelmente o consumo. E, assim, sociedade e iniciativa privada fazem o que o governo não fez nos últimos anos – cortam custos e valorizam a energia produzida pelo Brasil.