Começa hoje a segunda fase do campeonato paranaense. Após quinze rodadas de jogos equilibrados, algumas surpresas e o domínio natural de Atlético (o primeiro colocado) e Coritiba (o segundo), tudo poderia se encaminhar para uma decisão eletrizante em sete voltas, com o melhor colocado levando o título – a chamada fórmula de pontos corridos.

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Mas isto não vai acontecer. E tampouco foi assunto dos últimos dias. E por que? Pela incompetência da Federação Paranaense de Futebol (FPF) ao fazer um regulamento incompreensível. A má redação do artigo que define os mandos de campo na segunda fase gerou uma crise no futebol do Estado, que só terminou na última quinta-feira, em um julgamento no Rio de Janeiro – e com uma decisão que favoreceu os times melhores classificados, que vão atuar mais em seus estádios.

O repórter Cahuê Miranda, enviado especial de O Estado ao Rio, acompanhou o julgamento do caso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na matéria da edição de ontem, ele fala sobre o ambiente entre os auditores: “O embate começou com um ataque da FPF contra o procurador geral do STJD. A entidade pediu o impedimento de Paulo Schmitt, que já havia manifestado posição favorável à versão do Atlético em entrevistas. O pleito foi rejeitado por todos os auditores. (…) Para piorar ainda mais a situação, este mesmo regulamento esdrúxulo terá que ser repetido no ano que vem. O Estatuto do Torcedor prevê que o mesmo regulamento deve ser mantido por dois anos seguidos. Ontem, no STJD, a FPF até tentou resolver esta questão, mas os auditores não atenderam ao pedido. Mas afirmaram que existe a possibilidade de ‘consertar’ a burrada”.

Mais uma vez, portanto, o futebol paranaense é a vergonha nacional. Os dirigentes conseguiram a proeza de se superar e criar uma fórmula ridícula. E, para completar o erro, foram marcados três jogos para amanhã em Curitiba, um risco terrível para a segurança pública. Corremos o risco, de novo, de envergonharmos a nação e passar o recibo de incompetência e ignorância.

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