A repórter Elizabete Castro, com conhecimento de causa, apresentou para os leitores de O Estado de ontem as movimentações dos deputados para a possível sucessão na mesa diretora da Assembléia Legislativa. “Possível” porque tudo encaminha para a recondução de Nelson Justus (DEM) para a presidência da casa, cargo que ocupa há dois anos. A composição não é das mais simples, mas parece ser a que gerará menos discórdia na Assembléia.

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Os deputados da oposição ao governo estadual desejam mais vagas na mesa diretora. Alegam que a distribuição dos cargos favoreceu a base aliada, e agora esperam pelo menos um dos principais postos presidência, primeira-secretaria ou segunda-secretaria. E o caminho aponta para a condução de um oposicionista para a segunda-secretaria, ocupando o posto da deputada Luciana Rafagnin (PT).

Quer a oposição definir os cargos através do reconhecimento da atuação de cada deputado na Assembléia. Quer que o bloco ganhe espaço na mesa para “contrabalançar” a correlação de forças no Legislativo. Mas trabalha na surdina e buscando rápida conciliação ninguém quer criar discórdia, pelo que se percebe.

O bloco oposicionista sabe que há discrepâncias na divisão de cargos da Assembléia. Por exemplo, um partido distante do governo estadual, o DEM, preside a casa, mas o deputado Nelson Justus é um aliado do governador. Mesmo assim, não se pensa em criar uma candidatura dissidente, pois não há reclamações do trabalho de Justus na presidência. “Ele é um democrata, um defensor do parlamento”, disse o líder da oposição, deputado Élio Rusch, por sinal companheiro de Democratas do presidente.

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A Assembléia Legislativa deve formalizar sua união nos próximos dias. A inclusão de um deputado do PSDB (talvez o líder do partido, Valdir Rossoni) na mesa resolverá, em tese, os problemas. Ninguém avisou o PT, mas a revolta de apenas um partido não minaria a concórdia generalizada. Melhor para o Legislativo, que evitando os problemas internos poderá se preocupar com os problemas do Estado que são os que realmente importam.