A notícia correu o mundo: a jovem Mariana Bridi, 20 anos, morreu no sábado após difícil e rápida luta contra uma infecção generalizada. Foram apenas 22 dias entre a entrada no hospital e a triste notícia. Neste ínterim, o estado clínico da modelo capixaba, duas vezes finalista do Miss Mundo Brasil, só piorou. Na semana passada, ela teve as mãos e os pés amputados por conta da necrose que tomou seus membros. O triste rumo para o fim parecia inexorável, como acabou se confirmando.

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O trágico desfecho foi lamentado em todo o País, chorado por parentes e amigos na pequena Marechal Floriano, no Espírito Santo, e foi assunto nos principais sites informativos do mundo CNN, USA Today, Miami Herald, Newsweek e ABC, dos Estados Unidos, e o The Daily Telegraph, da Austrália, noticiaram o falecimento de Mariana.

É natural que todos nós estejamos perplexos com uma história como essa. É sempre triste saber que uma jovem (de 20 anos!) teve sua vida ceifada abruptamente, sem ter mesmo a chance para lutar pela própria saúde. Uma simples infecção urinária tornou-se uma letal infecção generalizada, por conta da contaminação com bactérias raras, que são bastante resistentes aos antibióticos, mesmo os mais modernos.

E, para quem é leigo, não conhece medicina, mas se viu envolvido pelo destino da bela jovem, a primeira interpretação que se faz é que os médicos que cuidaram de Mariana falharam. Afinal, se ela, reclamando de dores lombares foi levada no dia 30 de dezembro do ano passado ao hospital e lá foi diagnosticada com cólicas renais, e menos de um mês depois ela está morta, alguém falhou no meio do caminho.

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Mas não é assim tão fácil. Os médicos, em muitas vezes, não têm os melhores equipamentos para diagnosticar problemas mais complexos. E, em alguns hospitais, nem têm o tempo necessário para cuidar dos pacientes, tal o acúmulo de necessitados para o número pequeno de profissionais. E o caso de Mariana, além de triste, é muito raro, o que choca ainda mais. E faz com que todos chorem pelo fim de uma vida efêmera.