O procurador-geral de Portugal, Fernando Pinto Monteiro, pediu às autoridades de segurança que encerrem as investigações do desaparecimento da menina inglesa Madeleine McCann e que o caso seja arquivado por falta de provas. A não ser que surjam novos fatos que justifiquem a reabertura da história, está terminada oficialmente a busca pela criança, sem que a resposta para uma tragédia familiar que comoveu a Europa tenha sido encontrada.

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Madeleine sumiu em maio do ano passado. A linha de investigação da polícia portuguesa, que apontava como os suspeitos principais os pais da menina, Kate e Gerry McCann, dizia que ela tinha sido seqüestrada após uma noite de excessos. Os McCann diziam que tinham saído para jantar quando ela foi tirada do quarto de hotel onde estavam hospedados, na região do Algarve, sul de Portugal.

Em catorze meses de investigações, pouco se descobriu. Não se sabe oficialmente se Madeleine está viva ou morta, se foram realmente os pais dela os seqüestradores (com outro suspeito, Robert Murat) ou se a história deles que é a real. O que se viu foi um extremo sensacionalismo da imprensa européia que resvalou aqui no Brasil, com matérias exageradas -, algumas mancadas históricas de policiais de Portugal e da Inglaterra e a incompetência generalizada para desvendar um crime.

O caso é singular e serve infelizmente de alento para quem imagina que a impunidade é uma norma brasileira. O despreparo é evidente para os órgãos de segurança de vários países. Mesmo na Europa, onde o orçamento é proporcionalmente maior e o preparo dos agentes idem. Apesar de tudo isto, lá também acontecem situações estranhas, que desafiam as autoridades e terminam sem respostas.

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A diferença é que aqui sofremos constantemente com situações de triste desfecho. A última aconteceu em Recife, onde a Polícia Militar atirou em um carro cheio de inocentes, imaginando que lá só estariam bandidos. O resultado? Uma criança morta, a Madeleine nossa de cada dia.