Milton Mendes
A Eletrosul está realizando, desde a semana passada, mais uma edição de sua campanha anual de prevenção às queimadas. A campanha, que inclui ações de mídia (com outdoors e rádio) e contato direto entre os trabalhadores da empresa e agricultores (com distribuição de materiais como bonés, camisetas, calendários e gibis para as crianças), é realizada desde 1995. No começo, seu objetivo era unicamente esclarecer os produtores rurais sobre os perigos de se fazer queimadas próximo das linhas de transmissão de energia elétrica ou subestações – o que pode provocar desligamentos e falta de energia elétrica. Mas, assim como nossa sociedade, a campanha vem mudando.
Nas primeiras campanhas, a mensagem era incisiva, no sentido de informar que a queimada é crime quando realizada em distâncias menores que 15 metros dos limites das faixas de segurança das linhas de transmissão e 10 metros das subestações. Essa mensagem perdurou durante vários anos, até que, em 2003, percebemos que a adoção de uma linguagem mais orientadora – e menos ameaçadora -, provocaria uma reação mais positiva. Desde então, passamos a agregar informações sobre o desgaste que as queimadas provocam no solo e nos recursos naturais renováveis que, em última análise, geram prejuízos no bolso do agricultor.
Infelizmente, as mudanças sociais ocorridas nos últimos anos também têm feito aumentar os problemas ambientais, e as queimadas estão relacionadas a um dos mais graves desses problemas: a poluição. Segundo pesquisa realizada pelo IBGE em 5.560 municípios e divulgada neste mês (Suplemento de Meio Ambiente da MUNIC 2002), as queimadas são apontadas pelas prefeituras como a principal causa da poluição atmosférica nas cidades brasileiras – um problema generalizado, que atinge todas as regiões, mas é mais grave nas cidades menores. Diante desse fato, a Eletrosul optou por estender geograficamente a campanha de 2005, abrangendo também regiões onde não temos linhas de transmissão, mas que podem ser muito prejudicadas com as queimadas.
A campanha de queimadas é um exemplo pequeno, mas muito importante, da forma como a Eletrosul trabalha: acompanhando de perto as mudanças e as necessidades sociais e atuando de acordo com elas. Afinal, uma empresa pública, que pertence à sociedade brasileira, tem a obrigação de trabalhar por ela. E é por adotar essa linha de ação em todas as nossas atividades que podemos defender, com toda a franqueza, o slogan adotado pela empresa a partir de 2004: Eletrosul, ligada no novo Brasil.
Milton Mendes é diretor-presidente da Eletrosul.