Ela prometeu e cumpriu. Avisou e chegou. Na noite de ontem, em Curitiba, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez sua estréia de gala na campanha municipal, participando de um jantar de apoio à candidata do PT à Prefeitura de Curitiba, Gleisi Hoffmann. É o início de um périplo por várias cidades (grandes e médias), em todos os estados. Dilma garantiu que estará em campanha até outubro, apoiando alguns candidatos petistas para reforçar o partido – e própria candidatura dela à presidência da República.
Dilma teve que admitir que só não fará mais campanha porque ela tem as atribuições do cargo. Afinal, é bom que ela não se esqueça disto, a ministra é a mais importante assessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é a responsável por tocar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
E ela sabe, esperta que é, que a população espera ansiosamente pelas inaugurações – há muitas programadas até outubro, em várias cidades que têm candidatos do PT lutando pela vitória nas urnas. Gleisi, reconhecidamente, é uma delas, e sabe que a força do governo federal é a sua sustentação na – neste momento – ingrata tarefa de levar a eleição para o segundo turno, pois ela tem (em média) 61% de desvantagem para o atual prefeito, Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição.
Será assim também em São Paulo, onde a petista Marta Suplicy tenta se desgarrar do tucano Geraldo Alckmin. Também no Rio de Janeiro, onde está difícil emplacar o deputado estadual Alessandro Molon. Todos querem Lula em seus palanques, e devem ganhar Dilma como “brinde”.
Dilma Rousseff precisa aparecer. É claro que ela é mais conhecida que no tempo em que era ministra das Minas e Energia, mas ainda sofre com o desconhecimento de grande parte dos eleitores – que certamente conhecem Ciro Gomes, Aécio Neves e José Serra, os “presidenciáveis” do momento. Porém, a ministra-chefe da Casa Civil tem uma vantagem: a popularidade do governante mais carismático dos últimos 50 anos. O apoio do presidente Lula, agora e em 2010, pode ser decisivo.