Sete anos e a mesma tens

O que você estava fazendo às 9h45 do dia 11 de setembro de 2001? Alguns estavam em casa, outros no trabalho, havia pessoas pelas ruas. Mas todos lembram. O “11 de Setembro” é um evento que faz com que qualquer um relembre, tal e qual um filme, cada instante que viveu naquele estranho dia. Aqui no Paraná, ou em qualquer lugar, todos fomos afetados pela violência dos ataques terroristas aos Estados Unidos.

Passaram sete anos e vivemos a mesma tensão. Sem saber se hoje, no meio do dia, não seremos novamente surpreendidos pela audácia de Osama Bin Laden e seus companheiros da rede terrorista Al-Qaeda. Não só deles, mas de tantas outras células terroristas espalhadas pelo planeta.

E depois do tempo passado, não temos segurança para afirmar se estamos preparados para novos ataques. Nesta semana, diversas reportagens apontaram fragilidades gigantescas na infra-estrutura dos Estados Unidos. Além da preocupação nos aeroportos (para que não se repitam as falhas que geraram os seqüestros dos quatro aviões em 2001), há quanto às cercanias das cidades, aos diques e represas que estão por todo canto e pela falta de preparo do governo George W. Bush em responder com rapidez.

Se os Estados Unidos estão assim, outros “alvos potenciais” também têm seus pontos falhos. Alguns já foram evidenciados nos ataques terroristas a Londres e Madri, quando muitos inocentes morreram. A investigação das polícias é deficiente, como se viu na trágica morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido com um terrorista. Ainda vivemos sob o manto do preconceito – olhamos para um muçulmano e achamos que ali está um perigoso elemento.

O risco do terror está cada vez mais embrenhado na sociedade ocidental. A fúria e a revolta estão perto de nós, alimentadas pela nossa revolta interna e pela necessidade de confronto que algumas pessoas têm. A ira recalcada do ser humano, em última análise, é responsável pelos atos de terror – muitos deles escondidos em leituras transversas de códigos religiosos.

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