Um momento-chave de toda a investigação sobre o acidente com o deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho (PSB), que matou os jovens Gilmar Rafael Souza Yared, 26 anos, e Murilo de Almeida, 20 anos, em Curitiba, há pouco mais de uma semana. Na tarde de quinta-feira, o promotor de Justiça Rodrigo Chemim afirmou categoricamente que o político estava embriagado e dirigindo em alta velocidade no momento da tragédia, dois pontos que foram negados na até agora informal defesa do parlamentar. A primeira voz oficial que se coloca ao lado das famílias deixou, também, várias dúvidas sobre o encaminhamento do caso.

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Sim, é isso mesmo. Quando o acidente ocorreu, a identidade do motorista do Passat alemão era desconhecida – e, naquele momento, a pessoa foi levada ao Hospital Evangélico com ferimentos graves, fraturas na face e dificuldades severas em respirar. Teria sido colocado em coma induzido. Nas primeiras avaliações, os órgãos de segurança apontaram alta velocidade como decisiva para tal tragédia, que tirou instantaneamente a vida de Gilmar e Murilo.

Quando se soube que o motorista do Passat era o deputado Carli Filho, o assunto velocidade ficou em segundo plano, e se descobriu que não foi feito o pedido para examinar o sangue do político. Uma nota da Secretaria de Estado da Segurança Pública dizia que o pedido fora feito, mas que não havia registro de alta velocidade.

As coisas começaram a se clarear com o depoimento das testemunhas, os registros dos bombeiros e a aterradora informação de que o deputado estava com a carteira cassada. As declarações do promotor Chemim fecharam o quadro, como apontou a edição de ontem de O Estado: “O promotor Rodrigo Chemim afirmou que está documentada, por depoimento de testemunhas, a embriaguez do político no acidente da madrugada de 7 de maio. (…) ‘Uma testemunha disse que viu o veículo em alta velocidade, mas não posso precisar, ainda, qual a velocidade’, disse”.

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E agora? Será que houve mentira durante a coleta de informações? Houve a tentativa de deslocar o foco do caso? Isto também deve ser investigado.