No domingo, a repercussão favorável da manutenção dos números da pesquisa do instituto Datafolha. Na terça, a atenção de todo o País à reunião que teve a presença dos principais líderes da oposição ao governo Lula (os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, e os presidentes do Democratas, Jorge Bornhausen, e do PPS, Roberto Freire). E na quarta, mais uma pesquisa e o aumento da diferença para a segunda colocada. Por enquanto, a semana do prefeito Beto Richa (PSDB), que tenta a reeleição no pleito de 5 de outubro, está sendo perfeita.
O prefeito de Curitiba recebeu o apoio explícito dos políticos nacionais em momento ideal -tanto que alguns até brincam (meio que de verdade) que Aécio e Serra vieram capitalizar a popularidade de Beto Richa. Os eventos de terça-feira, entrevista coletiva, caminhada e jantar festivo, viraram destaque na imprensa nacional. Por enquanto, nenhum candidato dos partidos de oposição ao governo federal recebeu tantas manifestações favoráveis – nem mesmo Fernando Gabeira (PV), prefeiturável do Rio de Janeiro.
Aécio Neves e José Serra (e Bornhausen e Freire) vieram a Curitiba porque sabem da força do atual prefeito. Com a seqüência de pesquisas favoráveis, Beto Richa chega às vésperas do dia 5 de outubro com possibilidades reais de ser um dos candidatos com maior votação proporcional no Brasil -disputa com ele, nas grandes capitais, o atual prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), outro que tenta a reeleição.
Mas mais expressivos que os 74% na pesquisa Ibope, divulgada na quarta-feira pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC), foram os números da avaliação do mandato do prefeito. Ele tem seu trabalho aprovado por 95% da população. Usando a margem de erro da pesquisa, 4 pontos percentuais para mais ou para menos, Richa pode ter até 99% de aprovação, número inacreditável. É um poderio eleitoral que explica a grande vantagem que ele tem de todos os outros candidatos – e que encaminha definitivamente a vitória no primeiro turno.