“Está nas mãos do desembargador Carlos Augusto Hoffmann, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná
(TJ-PR), o desafio de tornar o Poder Judiciário mais ágil e moderno”. O texto de abertura da entrevista especial da edição de domingo de O Estado, feita pela repórter Joyce Carvalho, resume muito bem a responsabilidade do desembargador Hoffmann. Por mais que Executivo e Legislativo sejam muito cobrados por seus desvios de conduta, o Judiciário é sempre o mais exigido pela sociedade.
E por quê? Pelo simples fato de confiarmos nele. Temos a Justiça como depositário das nossas esperanças de melhoria no sistema democrático, na idoneidade das instituições, na lisura dos poderes. E, ao mesmo tempo, esperamos do Judiciário a força necessária para evoluir continuamente, promovendo processos mais rápidos e facilitando a vida de quem depende deste poder.
Não é uma tarefa fácil. A estrutura é muito grande, por motivos óbvios. Mas fazer esta estrutura se movimentar com mais celeridade é complicado. Como diz o próprio presidente do Tribunal de Justiça do Paraná: “Temos de investir em contratação e capacitação de servidores, na melhoria dos processos de trabalho, no desenvolvimento de sistemas de gestão, em tecnologia de informação, em infraestrutura para o primeiro grau de jurisdição”.
Quando o desembargador Hoffmann fala em “primeiro grau de jurisdição”, é na chamada primeira instância. O acúmulo de processos impede a melhor avaliação pelos juízes, e com isso muitos casos acabam seguindo para instâncias superiores e atravancam o trabalho do TJ-PR.
Esta “sintonia fina” já melhoraria muito o andamento do Judiciário paranaense. Mas o doutor Carlos Augusto Hoffmann não pensa somente nisso. Pensa também em criar soluções locais para a morosidade da Justiça. “Estamos iniciando uma nova fase”, disse ele à repórter Joyce Carvalho. Temos todos os motivos para acreditar nisso. A ousadia das iniciativas do presidente do TJ-PR é uma das melhores notícias que recebemos neste início de 2009.