Está na edição de sábado de O Estado, na matéria do repórter Roger Pereira: “Um acordo firmado entre os candidatos Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT) adiou para o mês da votação a batalha por votos”. Foi um pacto dos postulantes à prefeitura de Londrina para reduzir os gastos da campanha do “terceiro turno” – ou, como prefere a Justiça Eleitoral, a realização do novo segundo turno, marcado para o dia 29 de março.

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Faz sentido. Antes de mais nada, não é pertinente ficar gastando dinheiro à toa em meio à pior crise financeira dos últimos anos. Os dois candidatos são deputados federais, estão inteirados sobre os problemas da economia internacional, que cada vez mais chegam ao Brasil, e tomaram uma atitude nobre ao reduzir os gastos desta terceira campanha eleitoral em Londrina.

Há outro motivo. Como as campanhas já tiveram seus gastos discriminados e avaliados pela Justiça Eleitoral, começar tudo de novo representa buscar novas alternativas de financiamento eleitoral. Buscar empresários, arrecadar fundos que sustentem uma campanha. Encontrar esse dinheiro não é fácil em período eleitoral, imagine em um início de ano (e ainda com crise).

E há outro detalhe. Por enquanto, não se sabe o que vai acontecer no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o candidato eleito e cassado Antonio Belinati (PP) vai tentar o último recurso para ter sua vitória nas urnas ratificada. Como as chances são remotas, poucos imaginam que haverá mudanças no cenário eleitoral em Londrina. Mas ter esta certeza? Só quando os ministros do STF se manifestarem.

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Claro que tal decisão dificilmente sairá antes do dia 29. Juristas chegam a falar em um ano de espera para saber se Belinati terá seu pleito aceito pelos ministros do Supremo. A eleição vai acontecer, Hauly e Barbosa vão se enfrentar nas urnas, e a campanha já poderia ter sido iniciada. Mas, depois de tantas idas e vindas, ninguém quer colocar o carro na frente dos bois. Esperar até março é uma atitude cautelosa e compreensível.