Chegou a hora do “dinheiro fácil”. Entre aspas, claro, porque é fruto do trabalho de todo o ano dos paranaenses. Mas, como informou o repórter Newton Almeida na edição de ontem de O Estado, a economia paranaense receberá uma injeção de R$ 4,6 milhões neste final de 2008 por conta do pagamento do 13.º salário. São mais de quatro milhões de trabalhadores no Estado recebendo mais um vencimento, que é sempre bem-vindo nesta hora.

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Mas este final de ano, apesar da fantástica entrada de dinheiro na nossa economia, a situação é um pouco diferente. A crise impede que o 13.º salário dos paranaenses se transforme em mais dinheiro em forma de crédito. Este será o Natal das compras à vista. A opção pelos produtos será clara: compra-se o mais barato, e o que tiver maior desconto para compra à vista. A prazo, sem chance.

É uma situação inevitável, por conta da crise internacional. Por mais que sempre pareça estranho que as hipotecas dos imóveis nos Estados Unidos atrapalhem a compra dos brinquedos das crianças no Natal, é isto mesmo que acontece. Tudo recai no crédito – ou, neste caso, na falta de crédito. As instituições financeiras não podem garantir dinheiro rápido e fácil, como aconteceu até a metade do ano, e gastar a longo prazo vai ser muito mais caro do que era no início de 2008.

Por isso, a recomendação dos analistas é comprar à vista. E, em última hipótese, economizar. Claro que é difícil pedir isto a nós, brasileiros, aceitar a situação – é no Natal que justificamos amores e amizades em forma de presente. Só que a vida é assim, e o negócio é gastar o mínimo possível e guardar depois para evitar surpresas na economia.

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Apesar do Brasil estar passando com louvor no teste da crise, é melhor não arriscar. Portanto, o 13.º salário, este benefício tão esperado pelos brasileiros, e que logo estará nas contas dos trabalhadores, terá que ser usado com parcimônia. Que o Natal seja brilhante, mas que todos possam viver os meses seguintes com tranqüilidade.