Foliões ou não, todos concordamos que o ano só começa depois do Carnaval. Este 2009 já começa bem, pois temos ainda um restinho de fevereiro para “aproveitar”. Passada a euforia momesca, vamos olhar para frente, focar os grandes objetivos deste ano e pensar positivo – porque vamos precisar.
A “marolinha”, como diz o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (que não perdeu a chance de ir ao desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro), está chegando na nossa praia. A crise financeira internacional, que segundo os analistas não superaria o primeiro trimestre, parece ter força para preocupar em todo 2009. Os reflexos estão visíveis, e ficaram escancarados com as demissões na Embraer em pleno feriadão carnavalesco. O governo federal assimilou muito mal o golpe, e terá que agir rápido, caso queira que a crise na empresa não se alastre em outras das gigantes da indústria brasileira.
Por sinal, é um momento de aperto em que todos só querem uma ajuda – a do erário. Nunca o mundo capitalista e liberal, tão avesso à participação do Estado na economia, pediu tanta ajuda para os governos. Nos Estados Unidos, é tanto dinheiro injetado no sistema financeiro que, logo, o governo Barack Obama vai controlar os bancos – uma manobra indireta de estatização, maluca no passado, aplaudida no presente. Se lá isto vai acontecer, imagine nos outros países.
Neste 2009 e também em 2010, a política viverá atrelada à economia. O sucesso dos governos estará diretamente ligado aos investimentos e à capacidade de resistir aos vendavais que vêm por toda parte. Não é à toa que o governo Lula não pretende diminuir o ritmo de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – é o plano que vai “segurar” o País até a eleição do ano que vem. E, se der certo, catapultará a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como fortíssima candidata à presidência.
Portanto, há muita coisa para acontecer a partir de hoje, 1.º de janeiro – perdão, a partir de hoje, 25 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas. E que tenhamos um feliz ano novo.