O mundo celebrou na semana que passou os quarenta anos da Missão Apollo que conseguiu chegar pela primeira vez à Lua. O feito dos astronautas da Apollo 11 (Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins) chegou a ser considerado ficção científica pelos incrédulos, mas hoje é uma das grandes conquistas da humanidade, a versão moderna das navegações de portugueses e espanhóis.

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A frase de Armstrong – “Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade” – é tão espetacular que só poderia ter saído de sopetão, como foi.

Olhando de longe, a conquista da Lua parece não ter representado muita coisa. Serviria apenas para dar a primazia da corrida espacial para os Estados Unidos, que sofreram um duro golpe com a primeira missão tripulada, vitória da União Soviética com Yuri Gagarin. Mas há avanços tecnológicos que surgiram naquele período e que estão no nosso dia-a-dia.

Talvez o mais simbólico e mais prosaico seja a desidratação dos alimentos. Era uma técnica estudada, mas que se consolidou quando se percebeu a dificuldade que os astronautas teriam para se alimentar em uma viagem espacial. O mundo teve como “presente” a tecnologia para desidratar, liofilizar e armazenar a comida, tal como os escolhidos da Nasa, a agência espacial norte-americana, desde os tempos das naves Gemini e Apollo.

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Quarenta anos depois, o espaço continua sendo o limite dos sonhos e dos planos das potências. Como China e Índia manifestam, aos poucos, o interesse de criar uma indústria espacial e até de mandar missões tripuladas à Lua, os Estados Unidos replicam com a volta do plano de chegar ao planeta Marte – sonho hoje brecado pela crise financeira que impede o investimento de centenas de bilhões em uma nova corrida espacial.

Mas os norte-americanos não se afastarão deste projeto. Eles sabem que a posição de grande potência mundial tem profunda ligação com a propaganda, e simbolicamente a chegada à Lua também foi muito importante. E ninguém sabe mais de propaganda que os Estados Unidos.

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