Só quem já encarou uma fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para dizer o que é o sofrimento. Todos lutam por uma senha que pode facilitar a vida nos meses seguintes, para quem precisa de auxílios especiais, ou para o restante da vida, para os que pretendem se aposentar. E, como se ali fosse a central de “pós-graduação” da burocracia, os trâmites eram longos, a espera infinda, e, às vezes, o benefício vinha quando era tarde demais.
Por isso é de se valorizar a notícia de ontem. Após anos de estudos, o governo federal conseguiu apresentar à sociedade um sistema de processamento de dados confiável, que acelera o processo do INSS. Agora, quem buscar o salário-maternidade, a aposentadoria por tempo de contribuição ou a aposentadoria por idade, terá o reconhecimento imediato do benefício. E o trâmite burocrático não deverá passar de trinta minutos.
Há uma ressalva (por sinal, bastante razoável), informada pelo ministro da Previdência Social, José Pimentel. O processo rápido para aqueles que buscarem a aposentadoria por tempo de contribuição só acontecerá se os trabalhadores tiverem todas as informações necessárias no cadastro da Previdência. Caso contrário, o trâmite será o normal. Para aposentadoria por idade e requerimento do salário-maternidade, o ministro garantiu que o INSS está pronto para liberar os trabalhadores em meia hora.
O que é um avanço impressionante. Há apenas um ano, quem quisesse buscar estes benefícios (ou outros, como o auxílio-doença), teria que enfrentar as filas e, possivelmente, perderia mais de um dia até ser atendido e enfim ter o vencimento autorizado. Para quem buscava a aposentadoria, tal tarefa tornava-se hercúlea, pois obrigava as pessoas a gastarem tempo e esforço inutilmente.
Os aposentados e as gestantes serão os primeiros a terem o trâmite rápido. E, convenhamos, talvez sejam dos que mais precisam, sem qualquer esquecimento aos que estão adoentados e impedidos de trabalhar. Mas se nossos idosos e nossas mães forem bem tratados, estaremos avançando muito.