Não adianta mais. Como faltou cuidado das autoridades de saúde, principalmente da secretaria estadual nos últimos dias, a população do Paraná está preocupada e alarmada com a gripe A, apelidada de gripe suína. Além do crescente número de casos confirmados, escolas, faculdades e igrejas estão cancelando eventos, prefeituras mandam funcionários para casa, repartições suspendem o trabalho de vários setores. Se alguém está resfriado, cria-se o pânico generalizado.
O susto aumentou com a confirmação de 94 casos apenas na quarta-feira, dobrando (naquele dia) o número de infectados no Estado com o vírus da influenza A, o H1N1. E isto que há mais de mil exames sendo analisados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), um dos quatro credenciados pelo Ministério da Saúde para realizar os diagnósticos desta nova gripe. Sem contar o número de pessoas que está preocupado e mal-informado sobre a gripe suína e lota os hospitais das grandes e pequenas cidades para saber se estão ou não doentes.
Enquanto isso, poucas opções restam para os diretores de colégios e faculdades. Ainda na quarta-feira, uma decisão do sindicato das escolas particulares decidiu pelo fechamento de quase duzentas instituições de ensino e o adiamento da volta às aulas por pelo menos duas semanas. A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) também aumentou o período de férias, mesma decisão da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e da Universidade Positivo (UP). E se recomenda que crianças e jovens sequer saiam de casa para evitar o risco de contágio.
Neste momento, o que se pode pedir é calma à população (tarefa, é bom repetir, que deveria ser das autoridades). Os cuidados básicos precisam ser reforçados: usar lenços de papel no momento de espirrar ou tossir, evitar tocar os olhos ou a boca, evitar contatos com pessoas gripadas e principalmente lavar as mãos constantemente, antes de comer, tossir ou espirrar. Tentar seguir as orientações passadas pelo ministério da Saúde através dos órgãos de imprensa. E pensar que a vida tem que seguir.