Muito se falou, nos últimos dias, em quem se deu bem com a vitória do deputado federal Barbosa Neto (PDT) na eleição municipal de Londrina no último domingo. Além do próprio ganhador, que atinge o auge de sua ainda breve carreira política, saíram vencedores o deputado estadual Antonio Belinati (PP), apoiador de última hora, o senador Osmar Dias (PDT), que foi o fiador da candidatura de Barbosa, o deputado federal Ricardo Barros (PP), que botou a máquina de seu partido na campanha, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que planejou a eleição de Londrina como primeiro passo para a formação de um palanque para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), pré-candidata à presidência da República.

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Mas também houve perdedores na disputa londrinense. Além de Luiz Carlos Hauly (PSDB), que foi para nova disputa na cidade e perdeu mais uma, o senador Alvaro Dias (PSDB) saiu chamuscado da disputa. Aliado de primeira hora do deputado federal, principal apoiador e praticamente o braço direito de Hauly, Alvaro teve a má notícia poucos dias depois de reentrar com tudo na disputa para o governo, por conta de sua boa presença na pesquisa do instituto Datafolha.

Agora, ele perde o que imaginava ser o grande trunfo para sua candidatura – o apoio explícito de um prefeito de cidade de grande porte. Agora, com a popularidade em alta do prefeito de Curitiba, a tendência é o PSDB se encaminhar para a candidatura de Beto Richa ao governo do Paraná. Beto, por sinal, percebeu o risco de derrota dos tucanos e se afastou da campanha.

Outro derrotado de porte foi o governador Roberto Requião. Ele tentou fazer a “jogada de mestre” ao apoiar Hauly, mas aconteceu justamente o contrário. Os analistas políticos apontam a presença do mandatário do Palácio das Araucárias como um dos fatores que prejudicaram o deputado do PSDB. Um sinal preocupante para o – até segunda ordem- candidato quase imbatível ao Senado. E não é à toa que o governador busca um palanque forte para garantir sua eleição no ano que vem.

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