Estamos a menos de duas semanas do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, que começam exatamente às 8h08 do dia 8 de agosto (mês 8) de 2008. Mas, talvez pelo excesso de competições esportivas dos últimos tempos (em menos de um mês tivemos provas de Fórmula 1, partidas da seleção brasileira pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, a fase final da Liga Mundial de Vôlei no Rio de Janeiro e o Campeonato Brasileiro), o evento ainda não recebeu a devida atenção.

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Com isso, os atletas que vão à China ficam nas entrelinhas dos jornais e nas notas da televisão. Inclusive os do futebol, que seguiram para a Ásia em nova tentativa de conquistar a inédita medalha de ouro. Lá estão jovens jogadores,
como os paranaenses Rafinha e Alexandre Pato, ao lado do precocemente veterano Ronaldinho, recém-contratado pelo Milan e que é a principal cara deste grupo comandado por Dunga – que tem o cargo a perigo, e dependendo do resultado nas Olimpíadas pode ser demitido.

Mas a seleção brasileira olímpica de futebol é mais um retrato do atual estágio do esporte brasileiro. Sem a capacidade de concorrer com outros mercados, estamos vivendo de negociações e, por falta de orientação, tornam-se mercantilistas, colocando o dinheiro acima de qualquer outra coisa, seja a capacidade técnica ou mesmo o interesse pátrio.

Os que fogem desta realidade ganham pontos por aqui, mas ficam em situação complicada nos seus clubes. Casos de Rafinha e Diego – o lateral e o meio-campista estão sofrendo forte pressão de Schalke 04 e Werder Bremen, mas mesmo assim preferiram continuar na seleção.

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Uma atitude nobre, é verdade. Mas que não pode ser considerada simples patriotismo. Ao mesmo tempo em que há interesses para os jogadores no futebol alemão, há a vontade de jogar na seleção não por amor pelo País, mas pela possibilidade de exposição que ela permite. A ingenuidade não existe, pelo menos na cabeça dos jogadores e de seus representantes. Enquanto isso, a torcida, ansiosa, confunde patriotada com patriotismo.